Ethevaldo Siqueira http://ethevaldo.com.br Tecnologia da Informação e Comunicação Wed, 22 Feb 2012 16:51:09 +0000 en hourly 1 A grande nuvem http://ethevaldo.com.br/podcast/a-grande-nuvem/ http://ethevaldo.com.br/podcast/a-grande-nuvem/#comments Wed, 22 Feb 2012 10:51:47 +0000 Ethevaldo Siqueira http://ethevaldo.com.br/?post_type=podcast&p=10158 MUNDO DIGITAL, com Ethevaldo Siqueira
Quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Milton – Bom dia, Ethevaldo. Como vai?
Ethevaldo – Bom dia, Milton; bom dia, ouvintes. Tudo ótimo.

Milton – Ethevaldo, você acha que a computação em nuvem vai pegar?
Ethevaldo – A nuvem é um dos temas mais interessantes e fascinantes da atualidade, Milton. Vale a pena relembrar o conceito e algumas características da computação em nuvem ou cloud computing. Ou, simplesmente, da nuvem.

Milton – Então, explique melhor esse conceito.
Ethevaldo – A nuvem é um tema muito mais abrangente e mais amplo do que muitos pensam, Milton. E o mais curioso, em minha opinião, é que a nuvem não é uma coisa nova. Ela, no entanto, só ganhou popularidade nos últimos três ou quatro anos.

Milton – Quais são as características da nuvem?
Ethevaldo – Para os especialistas, Milton, a nuvem tem cinco características essenciais:
A primeira é o autosserviço, isto é, você a utiliza sem necessidade do auxílio ou apoio de outra pessoa ou profissional para operar o serviço.
A segunda é o compartilhamento, quer dizer, você usa recursos que são divididos ou compartilhados com outros usuários.
A terceira é a elasticidade.
A quarta é o serviço medido (você paga pelo que realmente utiliza).
E quinta característica é o acesso via rede. Quer dizer: via internet.

Milton – Em termos práticos, para que serve a nuvem?
Ethevaldo – A nuvem é hoje o grande armazém de conteúdos, de software e aplicativos da internet, Milton. Esse repositório pode ficar em qualquer lugar fora de nosso dispositivo, desktop, laptop, tablet ou smartphone. Por isso, ela tem mil e uma utilidades. Por exemplo: ela nos permite o acesso conveniente e confortável, de onde estivermos e na hora que quisermos, a um conjunto de recursos de computação – como redes, servidores, locais de armazenamento, aplicações e serviços. E o mais importante: ela nos permite acessar tudo com a menor e a mais simples interação.

Milton – Não há problemas de segurança na rede?
Ethevaldo – Há, sim, Milton. Mas, como dizia Riobaldo, personagem de Guimarães Rosa, no Grande Sertão, Veredas, “viver é perigoso”. Assim, também, no mundo digital em geral, e na internet em especial, existem perigos por toda parte. Mas há muitos meios de aumentar a segurança da nuvem, Milton. As nuvens públicas têm mais riscos do que as nuvens particulares.

Milton – Até amanhã.

]]>
http://ethevaldo.com.br/podcast/a-grande-nuvem/feed/ 0
Coisas conectadas http://ethevaldo.com.br/podcast/coisas-conectadas/ http://ethevaldo.com.br/podcast/coisas-conectadas/#comments Wed, 22 Feb 2012 02:26:57 +0000 Ethevaldo Siqueira http://ethevaldo.com.br/?post_type=podcast&p=10155 MUNDO DIGITAL, com Ethevaldo Siqueira
Terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Nonato – Bom dia, Ethevaldo. Como vai?
Ethevaldo – Bom dia, Nonato; bom dia, ouvintes. Tudo ótimo.

Nonato – Ethevaldo, você prometeu falar hoje sobre a internet das coisas. Afinal que internet é essa?
Ethevaldo – Como falamos ontem, Nonato, o novo protocolo da internet, o IPv6, permite a ampliação praticamente ilimitada do número de endereços dessa rede mundial. Com isso, nós poderemos dar a cada objeto ou coisa um endereço e localizá-los no mundo. Há almoxarifados de indústrias que têm centenas de milhões de itens. Cada um deles poderá ter um sensor, com o endereço e ser localizado, contabilizado, classificado, vendido, comprado ou simplesmente eliminado de nossos registros pela internet das coisas.

Nonato – E nós poderemos usar essa internet das coisas em nossas casas?
Ethevaldo – Poderemos, Nonato. Na sua geladeira, todos os produtos terão seus sensores e um endereço. A própria geladeira controlará a quantidade de cada produto – leite, manteiga, frutas, água mineral, cerveja – e pedirá automaticamente a reposição de cada um deles. Quem tem uma biblioteca com milhares de livros poderá classificá-los e localizá-los pela internet das coisas. Cada livro terá um microchip ou sensor, com seu endereço dentro do novo universo de endereços do IPv6.

Nonato – E onde mais poderemos usar a internet das coisas?
Ethevaldo – Em tudo, Nonato. Em nossas casas, a internet das coisas será muito útil para controlar todos os objetos domésticos e pessoais: roupas, CDs, DVDs, fotos, vídeos, aplicativos, conteúdos digitais de qualquer natureza. Nas empresas, tudo poderá ficar mais fácil e mais organizado. As cartas, encomendas e objetos enviados pelo correio poderão ser rastreadas pelo próprio remetente ou destinatário.

Nonato – Quando surgiu a ideia dessa internet das coisas?
Ethevaldo – A ideia dessa nova web nasceu no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT, e ganhou logo o nome de internet das coisas (Internet of Things ou IoT), partindo de um objetivo bem simples: criar um sistema global de registro de bens, utilizando um código de produto eletrônico como sistema de numeração.

Nonato – Até amanhã.

]]>
http://ethevaldo.com.br/podcast/coisas-conectadas/feed/ 0
Nova versão do IP http://ethevaldo.com.br/podcast/nova-versao-do-ip/ http://ethevaldo.com.br/podcast/nova-versao-do-ip/#comments Mon, 20 Feb 2012 11:02:20 +0000 Ethevaldo Siqueira http://ethevaldo.com.br/?post_type=podcast&p=10153 MUNDO DIGITAL, com Ethevaldo Siqueira
Segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Nonato – Bom dia, Ethevaldo. Como vai?
Ethevaldo – Bom dia, Nonato; bom dia, ouvintes. Tudo ótimo.

Nonato – Ethevaldo, qual é a situação do protocolo da internet, o IP versão 4 ou IPv4?
Ethevaldo – O mundo está arquivando o protocolo IPv4, Nonato. Esse protocolo está esgotado e sendo substituído progressivamente pela versão mais moderna e poderosa, que é o protocolo IP versão 6. Ou IPv6.

Nonato – Você acha que essa informação interessa a todos os usuários da internet, desde os mais simples até os mais sofisticados?
Ethevaldo – Na minha opinião, interessa, Nonato. O protocolo anterior IPv4 só permitia ao mundo dispor de 4 bilhões de endereços. Esse número já foi esgotado há quase um ano.

Nonato – E com o novo protocolo, qual será o número máximo de endereços da internet?
Ethevaldo – É um número tão grande que eu nem saberia dizer aqui, Nonato. Os especialistas usam até a notação científica, e dizem que esse número é escrito assim: 3,4 x 1038 – quem tiver paciência pode representar esse número de outra maneira, escrevendo o número 340 seguido de 36 zeros. De forma simplificada, a internet do futuro poderá ter um número de endereços 16 bilhões de vezes maior do que a população da Terra hoje.

Nonato – E que outras vantagens terá essa nova internet com o protocolo IPv6?
Ethevaldo – Em primeiro lugar, o IPv6 resolverá definitivamente o problema do número de endereços da internet. Em segundo lugar, vai tornar muito mais difícil a tarefa dos fraudadores e dos hackers. Em terceiro, vai dar mais segurança e qualidade aos serviços. E, em quarto e mais importante efeito, o IPv6  vai permitir o nascimento da internet das coisas, na qual cada coisa ou objeto deste mundo poderá ter seu endereço próprio, exclusivo, na internet. Vamos falar amanhã sobre essa internet das coisas.

Nonato – Até amanhã.

]]>
http://ethevaldo.com.br/podcast/nova-versao-do-ip/feed/ 0
O sucessor do Hubble http://ethevaldo.com.br/coluna/o-sucessor-do-hubble/ http://ethevaldo.com.br/coluna/o-sucessor-do-hubble/#comments Sat, 18 Feb 2012 12:28:05 +0000 Ethevaldo Siqueira http://ethevaldo.com.br/?post_type=coluna&p=10148 Publicada em 19 de fevereiro de 2012

Ethevaldo Siqueira

O telescópio espacial Hubble revolucionou nosso conhecimento do universo ao longo dos últimos 22 anos, desde o seu lançamento em órbita em 1990. A massa de novas informações que ele forneceu foi tão grande nesse período que poderíamos dividir a cosmologia em duas eras: uma antes e outra depois do Hubble, com duas siglas talvez assim: aH e dH.

Imagine agora, leitor, o que poderá significar para o futuro conhecimento astronômico da humanidade o novo telescópio espacial James Webb, projetado para ser o sucessor do Hubble. Muito diferente de seu antecessor em sua concepção, o próximo observatório orbital terá o tamanho de uma quadra de tênis, e vai girar em torno da Terra a uma distância quase quatro vezes maior do que a da Lua, a 1,5 milhão de quilômetros.

Diferença básica

James Webb será muito diferente do Hubble

Quanto ao seu funcionamento, uma das grandes diferenças básicas entre o Hubble e o Webb será a predominância e do uso das radiações infravermelhas, que são, aliás, vitais para a compreensão do universo. Basta lembrar que os objetos mais distantes só podem ser bem observados em luz infravermelha. Outros corpos celestes mais frios – ou menos quentes – seriam invisíveis, se não fossem observados nesse espectro. Nem a espessura das nuvens de poeira cósmica poderia ser avaliada com alguma precisão, se não fossem as manchas infravermelhas que lhes definem o contorno.

Duas características fundamentais do Webb serão seu espelho de 6,5 metros de diâmetro e sua órbita distante, situada no ponto chamado L2, em que se equilibram as atrações gravitacionais da Terra, da Lua e do Sol. Ao girar nessa órbita situada a 1,5 milhão de quilômetros de distância da Terra, o Webb detectará a radiação infravermelha com precisão muito maior do que a de qualquer outro telescópio no espaço, segundo prevê a NASA (sigla em inglês da Administração Norte-Americana de Aeronáutica e Espaço).

Para o novo telescópio espacial será tão fácil enxergar o universo no comprimento de onda infravermelho quanto o Hubble enxerga no espectro de cores visíveis. A expectativa dos cientistas, portanto, é de que o novo telescópio espacial deverá proporcionar uma massa incrível de novas descobertas, abrindo uma porta para o conhecimento de um trecho do universo ao qual a humanidade tem tido pouco acesso em suas observações.

Mesmo com os cortes radicais impostos ao orçamento da NASA, a equipe de cientistas e engenheiros responsável pelo projeto continua trabalhando no desenvolvimento do desenho e da montagem das peças que deverão constituir o Webb, incorporando em seu projeto o que existe de mais avançado em matéria de tecnologia. Aliás, o novo telescópio espacial foi concebido para resistir não apenas ao mais intenso dos frios mas, também, para tirar o máximo de vantagens dessa situação.

Abrindo as asas

O telescópio especial Webb viajará dobrado dentro de um foguete para facilitar seu lançamento e abrirá suas asas como uma borboleta, assim que se aproximar de sua órbita definitiva.

Se novos cortes do orçamento da NASA não forem feitos, é provável que o lançamento do Webb ao espaço venha a ocorrer até o fim desta década ou, no máximo, em 2021, e que ele seja posto numa órbita distante e isolada, para, então, dar início a um conjunto de pesquisas totalmente novas. Em sua lista prioritária de tarefas, o novo observatório deverá trazer milhares de informações sobre supernovas, buracos negros, galáxias jovens e planetas que possam potencialmente abrigar alguma forma de vida.

O que os cientistas esperam, assim, é um conjunto de respostas sobre os maiores mistérios da astronomia. Para cumprir essa pauta de trabalho, o Webb contará com o apoio das tecnologias e dos recursos mais avançados da atualidade.

Por que Webb

O nome do novo telescópio espacial é uma homenagem a James Webb, segundo diretor-geral da Nasa, responsável pelo Projeto Apollo, que levou diversos astronautas norte-americanos à Lua.

Os dirigentes da NASA costumam recordar o compromisso dos Estados Unidos, feito pelo presidente John Kennedy em 1961, de que os norte-americanos levariam o primeiro homem à Lua e o trariam de volta com toda segurança antes do fim daquela década.

Na interpretação de James Webb, o projeto espacial norte-americano era muito mais do que um compromisso político, por sua grande sinergia sobre o trabalho das universidades e da indústria aeroespacial. Hoje, igualmente, o novo telescópio espacial representa muito mais do que um compromisso político. É, mais do que tudo, um desafio científico e tecnológico.

Como parte de uma história oral do novo telescópio espacial, a biblioteca LBJ, de Austin, no Texas, conseguiu recuperar o áudio das conversas mantidas entre James Webb e o ex-presidente John Kennedy e seu vice-presidente, Lyndon Johnson. Segundo a transcrição de um trecho, Kennedy teria dito a Webb aproximadamente o seguinte: ”Não estou iniciando um programa que se resume num único objetivo. Se você aceitar ser o administrador, é para transformar o programa espacial num conjunto de benefícios para o país como um todo.”

Numa avaliação histórica da gestão de James Webb, os especialistas reconhecem hoje a importância de sua visão equilibrada de todo o programa espacial norte-americano.

Copyright 2012 – O Estado de S. Paulo – Todos os direitos reservados

]]>
http://ethevaldo.com.br/coluna/o-sucessor-do-hubble/feed/ 0
Projeto inovador http://ethevaldo.com.br/podcast/projeto-inovador/ http://ethevaldo.com.br/podcast/projeto-inovador/#comments Fri, 17 Feb 2012 10:43:31 +0000 Ethevaldo Siqueira http://ethevaldo.com.br/?post_type=podcast&p=10134 MUNDO DIGITAL, com Ethevaldo Siqueira
Sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Milton – Bom dia, Ethevaldo. Como vai?
Ethevaldo – Bom dia, Milton; bom dia, ouvintes. Tudo ótimo.

Milton – Ethevaldo, qual o projeto de inovação que você considera mais promissor para o mundo, hoje?
Ethevaldo – Há vários, Milton. Mas se eu tiver de escolher um deles, eu mencionaria o projeto que me foi transmitido pelo professor Antônio Camargo, da USP, de um conjunto de pesquisas que estão sendo desenvolvidas nos Estados Unidos, visando ao que se chama de fotossíntese artificial, que multiplicaria por dez a eficiência da fotossíntese natural, que produz a energia renovável da biomassa, por exemplo.

Milton – Explique melhor o que significa esse projeto.
Ethevaldo – O único sistema hoje que produz matéria orgânica (ou melhor, açúcar) a partir de energia solar são as extraordinárias reações químicas que compõem a fotossíntese. O óleo diesel, por exemplo, é, a grosso modo, segundo o professor Antônio Camargo, molécula de açúcar (C6 H12 O6), ou polímeros dela, que, ao perder oxigênio ao longo do tempo, viraram hidrocarbonetos. Pois bem, o diesel é ainda um combustível sem substituto a curto prazo para os sistemas de transporte em todo o mundo: navios, aviões, caminhões e máquinas de todo tipo.

Milton – Mas e a fotossíntese artificial como está?
Ethevaldo – A grande pesquisa está sendo feita por mais de 200 cientistas e engenheiros reunidos por um programa liderado pelo Caltech, no Centro de Fotossíntese Artificial, o Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena, e pelo Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, nas proximidades de São Francisco.

Milton – E quais são os resultados dessas pesquisas?
Ethevaldo – Os estudos, em seu estágio atual, tentam construir e fazer funcionar um gerador totalmente solar que não utilize nenhum componente biológico ou catalisadores preciosos, como a platina, e capaz de produzir combustível de hidrocarboneto a partir da energia do Sol, com uma eficiência dez vezes maior do que a do álcool do milho, da cana-de-açúcar, das gramíneas ou qualquer outro vegetal.  Se tudo der certo, estaremos dependendo cada vez menos dos combustíveis fósseis, como o carvão e o petróleo, Milton.

Milton – Até segunda.

]]>
http://ethevaldo.com.br/podcast/projeto-inovador/feed/ 0
Confisco geral http://ethevaldo.com.br/podcast/confisco-geral/ http://ethevaldo.com.br/podcast/confisco-geral/#comments Thu, 16 Feb 2012 11:07:58 +0000 Ethevaldo Siqueira http://ethevaldo.com.br/?post_type=podcast&p=10121 MUNDO DIGITAL, com Ethevaldo Siqueira
Quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Milton – Bom dia, Ethevaldo. Como vai?
Ethevaldo – Bom dia, Milton; bom dia, ouvintes. Tudo ótimo.

Milton – Ethevaldo, como o governo federal vem tratando as telecomunicações brasileiras atualmente?
Ethevaldo – Com os mesmos critérios do governo Lula e dos últimos anos do governo Fernando Henrique, Milton.

Milton – E que critérios eram esses?
Ethevaldo – É o critério de confiscar o máximo de recursos dos fundos setoriais das telecomunicações e nada investir na infraestrutura de banda larga, na inclusão digital e na oferta dos mais modernos serviços de que poderiam ser aplicados na área de saúde e educação.

Milton – E qual é o valor desse confisco de recursos dos fundos setoriais?
Ethevaldo – Nos últimos dez anos, foram confiscados mais de R$ 50 bilhões no conjunto dos três fundos: Fistel, que é o fundo de fiscalização; o Fust, que é o fundo de universalização dos serviços de telecomunicações; e o Funttel, que é o fundo de tecnologia do setor. Eu disse R$ 50 bilhões, Milton. Esses recursos, criados por lei, foram cobrados das operadoras e de nossas contas telefônicas para serem aplicados nas três áreas previstas: fiscalização do setor, universalização dos serviços e tecnologia. Quase 90% desses recursos foram simplesmente para o ralo do superávit fiscal.

Milton – E neste ano, quanto será confiscado?
Ethevaldo – A expressiva parcela de R$ 6 bilhões, na soma dos três fundos. E não há uma voz no Congresso ou no Ministério Público que se oponha a um procedimento desse tipo, Milton.

Milton – Até amanhã.

]]>
http://ethevaldo.com.br/podcast/confisco-geral/feed/ 1
Banco móvel http://ethevaldo.com.br/podcast/banco-movel/ http://ethevaldo.com.br/podcast/banco-movel/#comments Wed, 15 Feb 2012 11:26:55 +0000 Ethevaldo Siqueira http://ethevaldo.com.br/?post_type=podcast&p=10098 áudio temporariamente indisponível
MUNDO DIGITAL, com Ethevaldo Siqueira

Quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Milton – Bom dia, Ethevaldo. Como vai?
Ethevaldo – Bom dia, Milton; bom dia, ouvintes. Tudo ótimo.

Milton – Ethevaldo, qual é a sua opinião sobre o impacto da mobilidade sobre os serviços bancários?
Ethevaldo – Estamos vivendo a era dos serviços móveis, Milton.  Isso é igualmente verdadeiro no caso do banco móvel ou mobile-banking.

Milton – Já existem estudos sobre esses novos serviços móveis na área dos bancos no Brasil?
Ethevaldo – Já existem, sim, Milton. Um dos estudos recentes foi o da GSM Association, em janeiro, mostrando que o mundo estará aprendendo muito com as Olimpíadas de Londres, neste ano, e com a adoção da tecnologia de Comunicações de Curta Distância, ou NFC, sigla de Near Field Communications.

Milton – E como funciona essa tecnologia?
Ethevaldo – De modo simples, Milton. Com a tecnologia NFC, o seu smartphone poderá transformar-se em terminal de pagamento. Ou em dinheiro eletrônico. Bastará você aproximar esse telefone de um terminal NFC para que ele possa transmitir os dados para débito em sua conta bancária, referentes a uma compra, pagamento de uma conta de hotel ou aquisição de qualquer bem ou serviço.

Milton – E como as empresas estão recebendo essas mudanças e possibilidades?
Ethevaldo – As empresas de varejo na Inglaterra estão gostando muito, porque o mobile-banking e os pagamentos via terminais NFC reduzem custos, estimulam o aumento das vendas e permitem alcançar mais consumidores.

Milton – E não há problemas de segurança?
Ethevaldo – É claro que pode haver fraude, como em qualquer outro meio de pagamento. Mas, para aumentar a segurança, basta adotar todas as medidas recomendadas pelas empresas especializadas e pelos próprios bancos.

Milton – Até amanhã.

]]>
http://ethevaldo.com.br/podcast/banco-movel/feed/ 0
Workshop Teleco http://ethevaldo.com.br/evento/workshop-teleco/ http://ethevaldo.com.br/evento/workshop-teleco/#comments Tue, 14 Feb 2012 20:22:49 +0000 Ethevaldo Siqueira http://ethevaldo.com.br/?post_type=evento&p=10087 A Teleco realiza trimestralmente um workshop para analisar o mercado de telecomunicações (móvel e fixo), o cenário competitivo e a atuação das operadoras no Brasil. O número máximo é de 20 participantes e informações mais detalhadas podem ser encontradas aqui.

O próximo workshop será realizada no dia 21de março, no Hotel Sofitel, em São Paulo. Eis os temas que serão discutidos:

Desempenho do mercado de telecom no Brasil, cenário competitivo e operadoras em 2011.
Serviços móveis e fixos (voz, banda larga e TV por assinatura) e sua oferta convergente pelas operadoras.
Principais tendências internacionais e como elas se reproduzem no Brasil.
Cenários e projeções para 2012.
Investimentos das operadoras.
Estratégias de crescimento das operadoras.
Impacto de mudanças na regulamentação.

]]>
http://ethevaldo.com.br/evento/workshop-teleco/feed/ 0
Conexão total http://ethevaldo.com.br/podcast/conexao-total/ http://ethevaldo.com.br/podcast/conexao-total/#comments Tue, 14 Feb 2012 10:51:13 +0000 Ethevaldo Siqueira http://ethevaldo.com.br/?post_type=podcast&p=10074 MUNDO DIGITAL, com Ethevaldo Siqueira
Terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Milton – Bom dia, Ethevaldo. Como vai?
Ethevaldo – Bom dia, Milton; bom dia, ouvintes. Tudo ótimo.

Milton – Ethevaldo, como você avalia a proposta de grandes empresas que oferecem serviços de nuvem para quase tudo hoje?
Ethevaldo – Acho que vai ser uma boa oportunidade para a gente obter as vantagens da competição nessa área, a começar da casa conectada.

Milton – Explique melhor essas vantagens.
Ethevaldo – Tomemos o exemplo concreto de uma empresa como a IBM, que está empenhada em oferecer o máximo de soluções para o que chamamos de casa digital conectada. Para um especialista nessa área, Scott Burnett, diretor do setor de Eletrônica de Consumo da IBM, o que o mundo está vivendo é apenas o estágio inicial, o mais incipiente possível, da conectividade. Começamos a ver apenas a pontinha do iceberg, diz ele. Scott Burnett acha que a internet nos permitirá monitorar tudo que ocorre em nossas casas, mesmo que estejamos do outro lado do mundo. Basta que possamos interconectar a TV, as câmeras de vigilância e outros dispositivos integrados à web, como smartphones, tablets e PCs.

Milton – E qual será o próximo estágio?
Ethevaldo – Para outros especialistas, o próximo estágio será aquele em que os consumidores descobrirão o real valor da conectividade proporcionada pela internet. Nessa nova fase, todos os dispositivos e aparelhos eletrônicos compartilharão seus dados na nuvem, as empresas e fornecedores poderão utilizar esses dados para prover melhores serviços a seus clientes.

Milton – Dê exemplos concretos das vantagens dessa conectividade.
Ethevaldo – Um automóvel conectado à internet poderá, em caso de acidente, transmitir dados de forma automática para a nuvem, e a partir dessas informações um hospital pode determinar a saída de uma ambulância e manter contacto com as vítimas. Em outras situações normais e de tranquilidade, esse automóvel poderá comunicar-se automaticamente com a nuvem, na qual uma companhia de seguros poderá reunir, em segundos, informações relevantes sobre o proprietário do carro, seus hábitos e seu histórico como motorista, e oferecer tarifas especiais de renovação do seguro, baseadas nesses dados.

Milton – Mas esses serviços já existem ou são mera hipótese sobre o futuro?
Ethevaldo – Já existem, Milton. Embora sejam recentes, eles mostram apenas o potencial da conectividade na vida humana. A própria IBM demonstrou o que ela chama de Nuvem de Plataforma de Prestação de Serviços (em inglês Service Delivery Platform Cloud), que começou a operar no fim do ano passado nos Estados Unidos. Eu diria, Milton, que as aplicações da internet parecem não ter fim. Só precisamos saber utilizá-las corretamente.

Milton – Até amanhã.

]]>
http://ethevaldo.com.br/podcast/conexao-total/feed/ 0
Tudo na nuvem http://ethevaldo.com.br/podcast/tudo-na-nuvem/ http://ethevaldo.com.br/podcast/tudo-na-nuvem/#comments Mon, 13 Feb 2012 10:26:50 +0000 Ethevaldo Siqueira http://ethevaldo.com.br/?post_type=podcast&p=10058 MUNDO DIGITAL, com Ethevaldo Siqueira
Segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Milton – Bom dia, Ethevaldo. Como vai?
Ethevaldo – Bom dia, Milton; bom dia, ouvintes. Tudo ótimo.

Milton – Ethevaldo, você já deu notícia aqui sobre o Projeto Ultravioleta, que coloca todo o conteúdo de nossos CDs e DVDs na nuvem. Relembre como vai funcionar esse projeto.
Ethevaldo – Está caminhando lentamente, Milton. A proposta básica do Projeto Ultravioleta é curiosa. Ele começa a funcionar no momento em que compramos conteúdos de um CD, de um DVD, ou de aplicativos de empresas como Microsoft, HP, Sony, Panasonic e Samsung e estúdios de Hollywood. Você não leva nada para casa, a não ser um código de acesso ao conteúdo pela internet. Como você disse, tudo isso fica na nuvem.

Milton – E como o cliente vai ter acesso a esse conteúdo?
Ethevaldo – Pelas regras do projeto, você registra o seu televisor, tablet, computador ou outro dispositivo no qual pretende baixar ou receber o conteúdo das músicas e filmes, onde você estiver no mundo, via internet. É claro que esses produtos vão custar bem menos do que os formatos físicos que compramos hoje. Desse modo, você não precisa mais guardar objetos físicos, como discos, CDs ou DVDs, em casa. O que lhe interessa, em última instância, é o conteúdo, a música, o filme ou o software. E terá acesso a esses conteúdos em qualquer lugar do mundo.

Milton – Mas já esse projeto já está funcionando?
Ethevaldo – A primeira empresa do mundo a vender um DVD, com filmes de Hollywood, pelo Projeto Ultravioleta é o site do estúdio ParamountMovies.com, no qual os clientes podem comprar os códigos que serão utilizados para baixar as músicas, filmes, games ou software.

Milton – Você aposta no futuro do Projeto Ultravioleta?
Ethevaldo – Não sou muito otimista, Milton. Embora tenha o apoio de 60 grandes companhias, esse projeto ainda precisa da adesão de empresas estratégicas, como a Apple. A ideia nasceu na Universidade do Sul da Califórnia. É um projeto original, altamente colaborativo, mas de difícil implementação. Tomara que dê certo, Milton.

Milton – Até amanhã.

]]>
http://ethevaldo.com.br/podcast/tudo-na-nuvem/feed/ 0
A privatização petista http://ethevaldo.com.br/coluna/a-privatizacao-petista/ http://ethevaldo.com.br/coluna/a-privatizacao-petista/#comments Sat, 11 Feb 2012 15:01:10 +0000 Ethevaldo Siqueira http://ethevaldo.com.br/?post_type=coluna&p=10054 Publicada em 12 de fevereiro de 2012

Ethevaldo Siqueira

A presidente Dilma Rousseff acaba de privatizar os três maiores aeroportos do País, inclusive com dinheiro dos fundos de pensão e financiamentos do BNDES. Não é a primeira vez que o PT, no governo, segue caminhos totalmente diversos de suas pregações históricas. Na campanha eleitoral de 2010, a candidata Dilma Rousseff condenava radicalmente todas as privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso.

Dilma rendeu-se às evidências. Se não optasse pela privatização, o Brasil poderia ter sérios problemas no setor de transportes aéreos na Copa de 2014 e nas Olimpíadas de 2016. A pior solução seria manter os três maiores aeroportos nas mãos da Infraero, quando o Estado brasileiro, semifalido, investe menos de 2% do PIB em infraestrutura.

A dúvida agora é diferenciar quais são as privatizações boas e quais as más. As do PT serão as boas? E as do PSDB, serão privatarias?  Ou, ainda por vingança tucana, os petistas serão acusados de promover uma espécie de “privataria petralha”?

Negação do ideário

Um amigo, filósofo e bem-humorado, costuma dizer-me que o PT só acerta na mosca quando nega seu ideário, quando muda seu discurso radical e faz exatamente o oposto do que propunha em 2002: ”a ruptura total com o modelo econômico neoliberal vigente no País”. Em lugar desse modelo, Lula e Dilma consolidam um modelo que se poderia chamar de neoconservador. E, mais uma vez, ao chegar ao poder, o PT faz aquilo que condenou no passado. Não explica, entretanto, sua mudança de posição nem pede desculpas a quem acreditava em sua pregação anterior.

É bom lembrar que Antônio Palocci, quando prefeito de Ribeirão Preto, iniciou o processo de privatização das Centrais Telefônicas de Ribeirão Preto (Ceterp), concessionária municipal. A própria presidente Dilma Rousseff, quando pertencia ao PDT e assessorava os governadores gaúchos Alceu Colares e Olívio Dutra, na década de 1990, defendeu a privatização da antiga Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT), que foi vendida para a Telefónica em 1997.

Discurso radical

Seria bom relembrar que o PT sempre demonizou as privatizações, da mesma forma que votou contra o Plano Real em 1994, acusou duramente o Proer (projeto que ajudou a sanear os bancos brasileiros) e sequer apoiou a Lei de Responsabilidade Fiscal.

O que se prevê agora é o recrudescimento de uma polêmica interna no PT sobre o tema das privatizações. A ala mais radical é a dos sindicatos de empregados de estatais, para os quais não há maior palavrão do que privatização.

Um dos diretores do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ), Emanuel Cancella, publicou no dia 31 de janeiro, no site da Aepet (Associação dos Engenheiros da Petrobrás), um dos artigos mais radicais contra as privatizações no Brasil (http://www.aepet.org.br/site/colunas/pagina/206/Servios-Privatizados-caos-instalado-e-preos-exorbitantes-), no qual critica até a presidente Dilma Rousseff por sua disposição de privatizar os maiores aeroportos.

Cancella desafia seus leitores a dar um único exemplo em que “a iniciativa privada é eficiente, onde fez os investimentos necessários e mantém serviços de excelência, com preços ou tarifas razoáveis”. É provável que o engenheiro não conheça a Vale, a Embraer, nem as empresas de telecomunicações privatizadas em 1998, que investiram R$ 200 bilhões na infraestrutura setorial, elevaram o número de telefones do País de 24,5 milhões para mais de 270 milhões e implantaram mais de 80 milhões de acessos à internet, 50 milhões dos quais em banda larga.

Livro polêmico

O debate sobre as privatizações do governo FHC ganhou até um livro polêmico, com o título de A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Júnior (Geração Editorial, São Paulo, 2011). Escrito numa linguagem panfletária, o livro anuncia muito mais do que realmente oferece, ao prometer “documentos secretos e a verdade sobre o maior assalto ao patrimônio público brasileiro” e “a história de como o PT sabotou o PT na campanha de Dilma Rousseff”.

Para quem estuda a fundo o problema, o livro é frustrante, acima de tudo pelo tom emocional, de palanque, sem a menor isenção, com uma montanha de documentos requentados de inquéritos passados. Mesmo assim, penso que todas as denúncias de lavagem de dinheiro e de supostas fortunas tucanas em paraísos fiscais das Ilhas Virgens Britânicas deveriam ser examinadas com todo o rigor pela Justiça e apuradas, até mesmo para comprovar a consistência ou veracidade das acusações. Se eu fosse o autor e tivesse plena convicção da autenticidade das provas e da culpabilidade dos acusados, não hesitaria um minuto em ingressar na Justiça.

Seria oportuno, também, que o autor, tão experiente em jornalismo investigativo, apurasse com muito maior rigor e reunisse o máximo de provas relativas a crimes não esclarecidos e tão polêmicos como a morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, e de outros prefeitos petistas. Ou o enriquecimento surpreendente de uma dezena de ex-ministros degolados por corrupção nos últimos nove anos. E mais: que escrevesse tudo em linguagem mais serena e equilibrada.

O esclarecimento dessa pauta seria um grande serviço ao País.

Copyright 2012 – O Estado de S. Paulo – Todos os direitos reservados

]]>
http://ethevaldo.com.br/coluna/a-privatizacao-petista/feed/ 7
Mobile World 2012 http://ethevaldo.com.br/evento/mobile-world-2012/ http://ethevaldo.com.br/evento/mobile-world-2012/#comments Fri, 10 Feb 2012 17:24:45 +0000 Ethevaldo Siqueira http://ethevaldo.com.br/?post_type=evento&p=10045 Redefinindo a Mobilidade é o tema deste ano do GSMA Mobile World Congress, que se realiza em Barcelona, Espanha, de 27 de fevereiro a 1º de março. Considerado maior evento mundial no setor, as palestras e estandes de produtos vão mostrar que a mobilidade está presente hoje em todas as atividades humanas: livros, monitores de saúde, dispositivos de pagamento e transferência de valores, automóveis, eletrodomésticos, infraestrutura e serviços governamentais.

Clique aqui para mais informações.

]]>
http://ethevaldo.com.br/evento/mobile-world-2012/feed/ 0