Ethevaldo Siqueira http://ethevaldo.com.br Tecnologia da Informação e Comunicação Thu, 17 May 2012 20:29:02 +0000 en hourly 1 Estratégias em TI http://ethevaldo.com.br/evento/estrategias-em-ti/ http://ethevaldo.com.br/evento/estrategias-em-ti/#comments Thu, 17 May 2012 18:36:59 +0000 Ethevaldo Siqueira http://ethevaldo.com.br/?post_type=evento&p=11310 Pesquisa do Gartner, realizada com 220 presidentes de empresas com faturamento de mais de US$ 500 milhões, em mais de 25 países, mostra que 85% dos executivos acreditam que as companhias serão impactadas pela crise econômica em 2012. Os investimentos em tecnologia da informação, porém, devem ser mantidos em grande proporção.

“Os custos são, agora, a segunda área prioritária, classificação mais alta na pesquisa desde 2009”, diz Cassio Dreyfuss, research country manager do Gartner para Brasil e vice-presidente de pesquisas para CIOs. Ao mesmo tempo, os resultados da pesquisa mostram, em uma razão de mais de dois para um, que os CEOs aumentarão os investimentos em TI, neste ano, em vez de cortá-los.

Temas como esse e assuntos relacionados à inovação, criação de valor ao negócio, por meio da TI, serão apresentados na Conferência Outsourcing & Parcerias Estratégicas do Gartner, nos dias 5 e 6 de junho, no Sheraton WTC Hotel, em São Paulo.

Os analistas do Gartner apontam que a dificuldade em investir em novas tecnologias para gerar resultados estratégicos está no fato de as empresas precisarem da liderança e gestão de mudança corretas. Com os provedores oferecendo ampla variedade de serviços, em períodos de incerteza, o sourcing requer foco extremo e muita disciplina para conectar o fornecimento à demanda e criar valor ao negócio, por meio de mecanismos e colaboração confiáveis. As tendências de mobilidade e cloud estão subindo de categoria em relação à atenção dos presidentes das companhias, por exemplo.

“Muitos líderes de negócios aprenderam apenas a adquirir as tecnologias e implantá-las. Por si, elas não geram resultados se não forem cuidadosamente dirigidas e implementadas juntamente com mudanças coordenadas de políticas, processos, organização e cultura”, explica Dreyfuss.

Os participantes da conferência poderão obter conhecimentos decisivos diretamente dos analistas do Gartner sobre os novos requisitos de gestão de sourcing e como a estratégia e a governança apoiam a gestão de sourcing para criar valor. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo site www.gartner.com/br/outsourcing.

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Telecomunicações http://ethevaldo.com.br/podcast/telecomunicacoes-2/ http://ethevaldo.com.br/podcast/telecomunicacoes-2/#comments Thu, 17 May 2012 11:29:46 +0000 Ethevaldo Siqueira http://ethevaldo.com.br/?post_type=podcast&p=11303 MUNDO DIGITAL, com Ethevaldo Siqueira
Quinta-feira, 17 de maio de 2012

Milton – Bom dia, Ethevaldo. Como vai?
Ethevaldo – Bom dia, Milton; bom dia, ouvintes. Tudo ótimo.

Milton – Ethevaldo, como você antecipou há uma semana, hoje é o Dia Internacional das Telecomunicações e da Sociedade da Informação. Como você avalia o desenvolvimento das telecomunicações no Brasil e no mundo?
Ethevaldo – Essa data é comemorada em todo mundo, sob inspiração da União Internacional de Telecomunicações (UIT). Quanto à situação das telecomunicações, é um setor que se desenvolve com base em duas alavancas extraordinárias: a telefonia móvel e a internet. Imagine, Milton, que o mundo vai quebrar nos próximos meses a barreira dos 6 bilhões de celulares em serviço. Já o número de usuários da internet chega a 2,5 bilhões em todo o mundo. O Brasil já tem de 100 milhões de internautas, dos quais 80 milhões com banda larga.

Milton – Qual é a posição do Brasil em telefonia celular?
Ethevaldo – O Brasil está em quintao lugar. Os cinco primeiros com base nos dados da UIT e da consultoria em outubro são: China, com 952 milhões; Índia, com 874 milhões; EUA, com 328 milhões; Indonésia, com 248 milhões; Brasil, com 227 milhões; e Rússia, com 225 milhões. Imagine que a China poderá chegar a 1 bilhão neste mês de maio, segundo as previsões da UIT.

Milton – E qual é continente em que a telefonia celular cresce mais rapidamente?
Ethevaldo – Minha resposta, Milton, pode surpreender muita gente, mas o continente em que o celular cresce com maior velocidade é a África: mais de 50% ao ano, nos últimos dois anos. Amanhã vamos falar de telecomunicações interativas ou participativas, Milton, uma nova tendência mundial.

Milton – Até amanhã.

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Acer mostra novo ultrabook http://ethevaldo.com.br/review/acer-anuncia-novo-ultrabook/ http://ethevaldo.com.br/review/acer-anuncia-novo-ultrabook/#comments Tue, 15 May 2012 20:30:33 +0000 Ethevaldo Siqueira http://ethevaldo.com.br/?post_type=review&p=11267 A Acer está lançando no Brasil o ultrabook Aspire S3, com mais uma opção de cor (champanhe) e preço sugerido a partir de R$ 2.599, para a configuração de 4 GB de RAM e 320 GB de HD, equipado com os processador Intel Cor i3. Segundo o fabricante, o aparelho oferece desempenho poderoso para a criação de conteúdo digital, além de respostas ultrarrápidas para consumo de vídeos e informações da web.

Aspiron S3 tem 1,3 cm de espessura

O retorno do modo sleep em 1,5 segundo e vida útil da bateria de até 50 dias são proporcionados pelo dispositivo Acer Green Instant On. Já o novo Acer Instant Connect se encarrega da conexão à internet em apenas 2,5 segundos, quatro vezes mais rápida do que conexões convencionais.

“Os ultrabooks são uma categoria de produtos projetada para promover novas possibilidades na computação móvel; os usuários poderão aliar a praticidade e comodidade dos notebooks com melhor experiência de criação de conteúdo digital e facilidade de uso. O formato ultrafino oferece uma experiência inovadora em um dos maiores avanços da história do desenvolvimento de produtos da Acer”, afirma Sérgio Bruno, diretor de vendas e marketing da Acer no Brasil.

O ultrabook da Acer é ultrafino e ultraleve, com 1,3 cm de espessura e menos de 1,4 kg. O design aerodinâmico do Aspire S3 foi projetado em liga de alumínio e magnésio para minimizar os efeitos de impressões digitais, ao mesmo tempo em que provê mais segurança e durabilidade. Com tela ultrafina LED HD de 13,3, sua fabricação leva em conta menor consumo de energia em comparação aos projetos convencionais.

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TV de plasma http://ethevaldo.com.br/podcast/tv-de-plasma/ http://ethevaldo.com.br/podcast/tv-de-plasma/#comments Tue, 15 May 2012 11:29:57 +0000 Ethevaldo Siqueira http://ethevaldo.com.br/?post_type=podcast&p=11213 MUNDO DIGITAL, com Ethevaldo Siqueira
Terça-feira, 15 de maio de 2012

Milton – Bom dia, Ethevaldo. Como vai?
Ethevaldo – Bom dia, Milton; bom dia, ouvintes. Tudo ótimo.

Milton – Ethevaldo, qual é a sua avaliação dos televisores de plasma? Eles se tornaram obsoletos?
Ethevaldo – Eu não diria que eles são obsoletos, Milton, mas que estão perdendo a corrida contra as tecnologias de LCD e LED – e logo contra o LED Orgânico OLED. É essencial que a gente reconheça que a maior virtude das imagens de plasma é o contraste do negro profundo. Mas esses televisores ainda consomem mais energia do que os de LCD ou LED. E exigem ambientes com pouca iluminação para produzir sua melhor imagem.

Milton – Mas a tecnologia de plasma também não evoluiu nos últimos anos?
Ethevaldo – Evoluiu muito, Milton. Um exemplo disso é a tecnologia denominada Neo Plasma, da Panasonic, que conseguiu melhorar as imagens e reduzir o consumo de energia.

Milton – Você, pessoalmente, aconselharia alguém a comprar um televisor de plasma?
Ethevaldo – Não, Milton. Minha opinião pessoal é de que há muitas opções de novas tecnologias, que proporcionam melhor imagem, com menor consumo de energia, com telas mais finas, mais leves e mais duráveis.

Milton – E quanto ao futuro, quais são as tendências?
Ethevaldo – São muitas. Teremos televisores de LED orgânico, com projeção a laser e uma tecnologia inspirada nas asas das borboletas.

Milton – Asas das borboletas? Como será essa tecnologia?
Ethevaldo – Num futuro próximo, Milton, teremos a tecnologia chamada Mirasol, que vai revolucionar as imagens dos smartphones, tablets e televisores, que terão cores mais belas, mais nítidas e mais brilhantes. A tecnologia Mirasol cria monitores formados por milhares de minúsculos componentes microeletromecânicos, que produzem as cores com qualidade excepcional por um processo reflexivo semelhante ao que ocorre nas cores das asas das borboletas.

Milton – E qual são as vantagens dessa nova tecnologia?
Ethevaldo – Além da beleza das imagens que produzem, a tecnologia Mirasol tem duas outras vantagens extraordinárias. A primeira delas é manter a qualidade das imagens e a legibilidade dos textos mesmo sob a incidência direta da luz do sol. A segunda é economizar energia, porque essas telas dispensam luz de fundo (backlight).

Milton – Até amanhã.

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iPad no zoo http://ethevaldo.com.br/podcast/ipad-no-zoo/ http://ethevaldo.com.br/podcast/ipad-no-zoo/#comments Mon, 14 May 2012 11:27:25 +0000 Ethevaldo Siqueira http://ethevaldo.com.br/?post_type=podcast&p=11194 MUNDO DIGITAL, com Ethevaldo Siqueira
Segunda-feira, 14 de maio de 2012

Milton – Bom dia, Ethevaldo. Como vai?
Ethevaldo – Bom dia, Milton; bom dia, ouvintes. Tudo ótimo.

Milton – Ethevaldo, agora que a nova versão do iPad está chegando ao Brasil, qual é a notícia mais curiosa que você tem sobre o uso desse tablet?
Ethevaldo – Para mim, a notícia mais surpreendente, Milton, é o fato de orangotangos já estarem usando iPads.

Milton – Como? Você acha que macacos são capazes de utilizar iPads?
Ethevaldo – Se alguém me fizesse essa pergunta há poucos dias, eu diria que só o ser humano pode usar iPads. Mas, na semana passada, o jornal Washington Post disse que seis orangotangos do parque Jungle Island, de Miami, aprenderam a usar iPads para comunicar-se. Dois orangotangos gêmeos de 8 anos têm paixão por seu iPad e nele aprenderam a desenhar, a jogar e a ampliar seu vocabulário – utilizando figuras. Os macacos mais jovens, adolescentes, também gostam desses dispositivos, mas os mais velhos não demonstram nenhum interesse no tablet.

Milton – Existem outros zoológicos que fazem essa experiência?
Ethevaldo – Existem, Milton. O parque Jungle Island de Miami é apenas um dos muitos zoológicos a fazer experiências com macacos que usam computadores.

Milton – E qual a conclusão que são os objetivos dessas experiências?
Ethevaldo – Um dos objetivos do programa é estimular a comunicação dos macacos com os seres humanos e submetê-los a exercícios de estímulos mentais. A supervisora do programa, Linda Jacobs, espera que os iPads possam, eventualmente, estabelecer uma ponte entre os seres humanos e macacos de espécies ameaçadas.

Milton – Até amanhã.

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Balanço das comunicações http://ethevaldo.com.br/coluna/balanco-das-comunicacoes/ http://ethevaldo.com.br/coluna/balanco-das-comunicacoes/#comments Sat, 12 May 2012 17:45:40 +0000 Ethevaldo Siqueira http://ethevaldo.com.br/?post_type=coluna&p=11188 Publicada em 13 de maio de 2012

Ethevaldo Siqueira

O Brasil tem ignorado praticamente duas datas muito importantes para suas comunicações. A primeira delas é 5 de maio, Dia Nacional das Comunicações, que passou outra vez em brancas nuvens este ano, praticamente esquecido, como ocorre há mais de uma década. Nenhuma entidade pública relembrou o significado dessa data, escolhida, aliás, por ser a do aniversário do Marechal Rondon, patrono das comunicações brasileiras, nascido em 5 de maio de 1865.

A segunda data importante é 17 de maio, Dia Internacional das Telecomunicações e da Sociedade da Informação, celebrado na maioria dos 193 países que integram a União Internacional das Telecomunicações (UIT), agência especializada das Nações Unidas para esse setor. Este ano, o tema a ser debatido nesse dia mundial será a importância das tecnologias da informação e das comunicações para a emancipação da mulher.

É claro que ninguém espera que o governo faça festinhas nessas datas. O mínimo seria que aproveitasse as efemérides para fazer um balanço anual da situação das comunicações brasileiras, de suas necessidades e de sua importância no mundo moderno.

Pouca importância

Ao longo dos últimos 14 anos, a partir da privatização da Telebrás, em 1998, passando por todo o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, pelos oito anos do ex-presidente Lula e pouco mais de um ano da presidente Dilma Rousseff, as comunicações tornaram-se um setor praticamente sem importância, secundário, quase esquecido pelos governantes.

Vale lembrar que nos últimos 14 anos o País não formulou nenhuma política pública mais ambiciosa para levar a internet e a banda larga às camadas mais pobres da população. Na área institucional, praticamente nada foi feito para dar ao Brasil um marco regulatório compatível com a convergência de tecnologias. Na área social, nenhum grande projeto de inclusão digital.

Ministros políticos

Tudo isso ocorre porque os presidentes da República não têm escolhido ministros realmente capazes para o Ministério das Comunicações. Em sua maioria, eles são políticos despreparados, sem nenhum conhecimento do setor. E pior: representam interesses menores, de ordem pessoal ou partidária.

O Brasil precisaria hoje de ministros com a competência e seriedade de Hygino Corsetti, Quandt de Oliveira e Haroldo Mattos, que deram novas perspectivas às telecomunicações do País, de 1970 a 1985. A Telebrás daqueles tempos, conduzida por José Antônio de Alencastro e Silva, fez o Brasil decolar na telefonia. O último grande ministro das Comunicações foi Sérgio Motta, que revolucionou o setor no período 1995-1998, dando-lhe uma legislação moderna para a telefonia, uma agência reguladora realmente profissional e técnica, antes da privatização das teles.

Nesses 14 anos, mesmo sem o apoio do Estado, o Brasil deu o maior salto de sua história, graças a investimentos superiores a R$ 200 bilhões na infraestrutura setorial. O resultado foi a elevação da densidade telefônica de 14 para 140 telefones por 100 habitantes. A internet, que praticamente não existia em 1998, saltou de 1 milhão para 100 milhões de usuários, dos quais 80 milhões em banda larga.

Governos omissos

É óbvio que ainda existem muitos problemas por resolver nas comunicações. Do lado das operadoras, a maior queixa é o baixo padrão de atendimento aos usuários. Mas a culpa não é só dessas empresas. Em qualquer serviço privatizado, se o governo não fiscaliza e não cobra de cada operadora o cumprimento rigoroso dos contratos de concessão, pouca coisa pode ser feita pelo usuário.

O governo, no entanto – representado, principalmente, pelo Ministério das Comunicações e pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) – lava as mãos. Omite-se e não cumpre suas obrigações na fiscalização e na exigência de mais qualidade dos serviços. E não nos referimos apenas ao governo federal comandado pelo PT, mas a todos os governos nos últimos 30 anos. Presidentes e ministros comportam-se como se não lhes coubesse nenhuma responsabilidade sobre o desempenho das operadoras e que nada tivessem a ver com o problema.

Como focalizamos na avaliação do primeiro ano de gestão do ministro Paulo Bernardo, o governo Dilma Rousseff não resgatou o verdadeiro papel do Ministério das Comunicações, não preparou um projeto de Lei Nacional das Comunicações, não moveu uma palha para retirar emissoras de rádio e TV das mãos de políticos, não concede os recursos necessários para os investimentos planejados pela nova Telebrás, não fortaleceu a Anatel com uma nova estrutura de fiscalização e nada faz para reduzir a brutal tributação sobre serviços de telecomunicações.

Confisco de R$ 50 bilhões

Com a maior cara de pau, todos os governos, desde o ano 2000, vêm confiscando volumes crescentes dos fundos setoriais, criados por lei, para serem investidos obrigatoriamente em universalização das telecomunicações, na fiscalização e na pesquisa tecnológica.

Exatamente como fizeram FHC e Lula, a presidente Dilma continua confiscando os recursos dos fundos setoriais, dos quais já foram retirados mais de R$ 50 bilhões nos últimos dez anos.

Imagine, leitor, qual seria o avanço do País se esses R$ 50 bilhões tivessem sido investidos num projeto nacional de banda larga realmente sério.

Copyright 2012 – O Estado de S. Paulo – Todos os direitos reservados

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Varejo eletrônico http://ethevaldo.com.br/podcast/varejo-eletronico/ http://ethevaldo.com.br/podcast/varejo-eletronico/#comments Fri, 11 May 2012 11:41:38 +0000 Ethevaldo Siqueira http://ethevaldo.com.br/?post_type=podcast&p=11179 MUNDO DIGITAL, com Ethevaldo Siqueira
Sexta-feira, 11 de maio de 2012

Milton – Bom dia, Ethevaldo. Como vai?
Ethevaldo – Bom dia, Milton; bom dia, ouvintes. Tudo ótimo.

Milton – Ethevaldo, como vai o comércio eletrônico no Brasil?
Ethevaldo – Vai bem, Milton. Os números disponíveis são animadores e as previsões indicam um crescimento da ordem de 25% este ano, sobre o valor do ano passado, que foi de R$ 18,7 bilhões, segundo o site e-bit.

Milton – Como explicar um crescimento de 25% ao ano do comércio eletrônico no Brasil?
Ethevaldo – O fato novo e mais importante, Milton, é a entrada da classe C no mercado. No primeiro semestre do ano, dos 4 milhões de novos consumidores que ingressaram no mercado online, 61% foram da classe C. E é bom lembrar: esse consumidor quer, antes de mais nada, adquirir produtos mais baratos, segundo avalia Chris Rother, diretora comercial do e-bit.

Milton – E que produtos os brasileiros estão comprando via internet?
Ethevaldo – Também nessa área, a linha de produtos preferidos está mudando. Em 2007, por exemplo, o produto mais vendido era o livro, seguido por itens de informática, eletrônicos e produtos de saúde e beleza. Em 2011, os eletrodomésticos lideraram o ranking, seguidos pelo grupo informática.

Milton – Existe algum site especializado em apoiar e orientar novas empresas que queiram ingressar na área de comércio eletrônico?
Ethevaldo – Existe, Milton. É uma plataforma nova, muito interessante, cujo endereço é: www.00K.com.br  repetindo: www.zerozeroká.com.br.

Milton – Até segunda.

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Um dia especial http://ethevaldo.com.br/podcast/um-dia-especial/ http://ethevaldo.com.br/podcast/um-dia-especial/#comments Thu, 10 May 2012 12:58:19 +0000 Ethevaldo Siqueira http://ethevaldo.com.br/?post_type=podcast&p=11159 MUNDO DIGITAL, com Ethevaldo Siqueira
Quinta-feira, 10 de maio de 2012

Milton – Bom dia, Ethevaldo. Como vai?
Ethevaldo – Bom dia, Milton; bom dia, ouvintes. Tudo ótimo.

Milton – Ethevaldo, qual é a data importante na área das comunicações que mundo comemora hoje?
Ethevaldo – Hoje, Milton, é o Dia Internacional das Telecomunicações e da Sociedade da Informação. É uma data celebrada mundialmente por iniciativa da União Internacional de Telecomunicações (UIT), a agência especializada das Nações Unidas, que tem sede em Genebra e representantes de 193 países associados. E a cada ano, Milton, a UIT escolha um tema para discutir neste dia internacional.

Milton – E qual é o tema deste dia mundial?
Ethevaldo – Eu conversei por telefone com o secretário-geral da UIT, Hamadoun Touré, sobre o assunto e ele me disse que este ano o tema central será mostrar os benefícios que as tecnologias da informação e da comunicação (TICs) podem proporcionar às mulheres. A rigor, o tema em inglês é mais engraçado: Women and girls and ICTs, ou seja, Mulheres e garotas e as TICs. Com esse tema, a UIT pretende destacar os benefícios potenciais das tecnologias da informação e da comunicação para as mulheres e para a juventude feminina. Até a questão da igualdade entre os sexos será discutida nesse dia, em especial, a inclusão digital feminina, Milton. O secretário geral da UIT acha que a internet, por exemplo, pode contribuir para a emancipação da mulher e melhorar sua qualidade de vida.

Milton – Como você avalia a importância dessas novas tecnologias no mundo moderno?
Ethevaldo – As tecnologias da informação e da comunicação são essenciais para o homem moderno, Milton. Como dizia um dos maiores líderes japoneses, Koji Kobayashi, o homem tem três necessidades básicas: alimento, abrigo, comunicação. Com alimento, o ser humano mantém e desenvolve seu corpo. Com abrigo – que inclui roupa, casa e aquecimento no inverno –, o homem sobrevive. Com a comunicação, a humanidade desenvolve sua economia, sua cultura, seu entretenimento e sua inteligência.

Milton – Como você avalia o papel de uma entidade como a UIT no mundo moderno?
Ethevaldo – A UIT é uma das melhores agências especializadas internacionais que eu conheço, Milton. Ela tem dois tipos de objetivos: os tecnológicos e os sociais. No primeiro caso, a UIT é a entidade internacional responsável pela alocação de frequências e órbitas para satélites, bem como a fixação de padrões técnicos que permitam a interconexão de redes e tecnologias. Quanto aos objetivos de ordem social, a UIT estimula o desenvolvimento de políticas nacionais e internacionais de inclusão digital e de ações sociais que visem à elevação da qualidade de vida da população mais carente.

Milton – Até amanhã.

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Milhões de tablets http://ethevaldo.com.br/podcast/milhoes-de-tablets/ http://ethevaldo.com.br/podcast/milhoes-de-tablets/#comments Wed, 09 May 2012 12:09:31 +0000 Ethevaldo Siqueira http://ethevaldo.com.br/?post_type=podcast&p=11147 MUNDO DIGITAL, com Ethevaldo Siqueira
Quarta-feira, 9 de maio de 2012

Milton – Bom dia, Ethevaldo. Como vai?
Ethevaldo – Bom dia, Milton; bom dia, ouvintes. Tudo ótimo.

Milton – Ethevaldo, você conhece algum estudo sobre o futuro dos tablets?
Ethevaldo – O mais recente deles é o da empresa de consultoria Futuresource, que divulgou há poucos dias o relatório chamado Mercado e Tecnologias de Tablets.

Milton – E qual é a previsão desse estudo sobre o crescimento do mercado de tablets no mundo?
Ethevaldo – É impressionante, Milton. Segundo a Futuresource, as vendas mundiais de tablets alcançarão o total de 232 milhões de unidades em 2016. E é bom lembrar que, em 2011, o mundo vendeu 64 milhões de unidades desse novo equipamento. E mesmo com a crise econômica que atinge a Europa e, em menor escala, os Estados Unidos, a taxa de crescimento anual do mercado se manterá próxima de 200%, em 2013 e 2014.

Milton – E no Brasil?
Ethevaldo – Se o governo brasileiro eliminar as barreiras da supertributação e, realmente, estimular a produção de tablets no País, os brasileiros poderão estar utilizando mais de 30 milhões de tablets em 2016. Sem essas duas providências, ninguém pode fazer um estudo sério sobre o futuro de nosso mercado. Os ouvintes se lembram das diversas promessas puramente políticas e sem fundamento feitas pelo governo federal sobre a produção do iPad em Jundiaí. O tablet brasileiro foi prometido para setembro do ano passado, depois para dezembro, depois para março, agora para junho…

Milton – Até amanhã.

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Todos na nuvem http://ethevaldo.com.br/podcast/todos-na-nuvem/ http://ethevaldo.com.br/podcast/todos-na-nuvem/#comments Tue, 08 May 2012 12:27:30 +0000 Ethevaldo Siqueira http://ethevaldo.com.br/?post_type=podcast&p=11132 MUNDO DIGITAL, com Ethevaldo Siqueira
Terça-feira, 8 de maio de 2012

Milton – Bom dia, Ethevaldo. Como vai?
Ethevaldo – Bom dia, Milton; bom dia, ouvintes. Tudo ótimo.

Milton – Ethevaldo, é verdade que as grandes corporações estão lançando seus projetos de nuvem?
Ethevaldo – É verdade, Milton. Acho até que isso parece uma tendência. A Apple lançou sua nuvem, a iCloud. Grandes empresas como a IBM, a Microsoft, o Google e agora a LG já anunciam sua versão de nuvem.

Milton – Quais são as utilidades dessas nuvens?
Ethevaldo – Basicamente, essas empresas oferecem a nuvem como um espaço para armazenamento, recuperação e download dos mais variados conteúdos – música, vídeo, fotos, aplicativos, software e documentos.

Milton – E quais são as diferenças entre os serviços das nuvens?
Ethevaldo – Uma delas é a integração de plataformas, de equipamentos e dispositivos, como vai fazer a LG, que acaba de anunciar seu projeto de nuvem baseada no sistema operacional Android, para integrar seus smartphones, smart TVs e PCs.

Milton – Essas empresas não estão oferecendo os mesmos serviços ou soluções idênticas?
Ethevaldo – É verdade, Milton. Mas as coisas começam a mudar. O que o mundo está aprendendo é que, em lugar de uma, é melhor ter várias. As nuvens mais populares de hoje só oferecem um tipo de conteúdo – como o Flickr, ou o YouTube. A grande tendência é que o usuário possa obter a maior variedade de serviços e conteúdos de uma mesma nuvem: música, vídeo, aplicativos, documentos, livros digitais, tudo.

Milton – E qual é o futuro da nuvem?
Ethevaldo – A previsão dos especialistas é de que, num horizonte de três ou quatro anos, Milton, você não precisará levar nenhum produto físico para casa ao comprar conteúdos de música, vídeo, aplicativos ou software. Em lugar dos discos, DVDs, blu-rays ou estojos de qualquer coisa, você terá seus conteúdos guardados numa nuvem especial – pública, privada ou híbrida – e poderá acessá-los onde e quando quiser.

Milton – Até amanhã.

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Smart TV http://ethevaldo.com.br/podcast/smart-tv/ http://ethevaldo.com.br/podcast/smart-tv/#comments Mon, 07 May 2012 12:28:38 +0000 Ethevaldo Siqueira http://ethevaldo.com.br/?post_type=podcast&p=11117 MUNDO DIGITAL, com Ethevaldo Siqueira
Segunda-feira, 7 de maio de 2012

Milton – Bom dia, Ethevaldo. Como vai?
Ethevaldo – Bom dia, Milton; bom dia, ouvintes. Tudo ótimo.

Milton – Ethevaldo, vamos falar novamente sobre smart TV. Ela é, realmente, uma TV inteligente?
Ethevaldo – Eu não diria que ela é mais inteligente, mas que tem mais recursos, que associa mais funções e, acima de tudo, que leva para a TV os principais recursos da internet. Smart TV é um conceito moderno, Milton, que resulta da convergência de tecnologias. Muitas vezes ela chamada de TV conectada, embora haja algumas diferenças entre as duas.

Milton – E quais são as diferenças entre TV conectada e smart TV?
Ethevaldo – São coisas parecidas e muito próximas, Milton. A TV conectada refere-se muito mais aos periféricos com os quais ela está interligada, como DVD player, blu-ray, consoles de jogos, set-top ou receptores para serviços de televisão por assinatura, e uma coisa hoje essencial: a conexão com a internet em banda larga.

Milton – E a smart TV?
Ethevaldo – A smart TV pressupõe um receptor mais moderno, com mais recursos no próprio aparelho, que foi projetado para oferecer o maior número de recursos audiovisuais e conteúdos da internet, como a interatividade e o comércio eletrônico. Para simplificar, vamos chamar as duas de smart TV.

Milton – Você acha que a smart TV vai pegar?
Ethevaldo – Já está pegando, Milton. Veja um dado interessante que eu coletei com uma empresa americana de pesquisa, a ABI Research. Segundo essa empresa, 21% dos domicílios dos EUA já dispõem de alguma forma de smart TV ou TV conectada. No Brasil, a penetração ainda é pequena, mas tenho certeza de que vai crescer rapidamente, com a expansão da internet e da TV digital.

Milton – Até amanhã.

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O nazismo em 3D http://ethevaldo.com.br/coluna/o-nazismo-em-3d/ http://ethevaldo.com.br/coluna/o-nazismo-em-3d/#comments Sat, 05 May 2012 18:21:22 +0000 Ethevaldo Siqueira http://ethevaldo.com.br/?post_type=coluna&p=11107 Publicada em 6 de maio de 2012

Ethevaldo Siqueira

Na semana passada, aproveitei o feriadão do Dia do Trabalhador para ver e rever o magnífico documentário gravado em blu-ray disc 3D sobre a Segunda Guerra Mundial, cujo título em inglês é 3D WWII (World War Two), produzido pelo canal de TV History HD e pela A&E Television Networks LLC, recém-lançado nos Estados Unidos.

Pôster de lançamento do blu-ray disc

Minha primeira grande surpresa foi saber que a fotografia e o cinema com imagens tridimensionais (3D) já existiam há quase 80 anos. Nunca supus que esses avanços fossem tão antigos nem que fossem dominados pela Alemanha nazista. Quando garoto, ganhei um daqueles calidoscópios binoculares que nos proporcionavam belas imagens 3D, pela visão simultânea de um par de slides coloridos. Segundo meus pais, esses brinquedos já eram populares desde o começo do século 20.

A Alemanha dos anos 1930, acreditem, já dispunha de avançadas câmeras fotográficas e cinematográficas 3D. E o melhor de tudo é que seus registros se tornam públicos hoje graças à tecnologia digital do blu-ray 3D e contribuem para a fiel recriação de momentos dramáticos do nazismo e da Segunda Guerra Mundial.

Documentos produzidos originalmente em 3D nos anos 1930 e 1940 foram transformados há poucos meses num dos mais belos documentários de TV 3D, focalizando um período crucial do século 20, como o da escalada nazista, de seus métodos, sua violência e sua crueldade sem limites na Alemanha de Hitler.
Imagine, leitor, o privilégio de poder resgatar fatos históricos tão dramáticos, com o realismo das imagens tridimensionais, desde a ascensão de Hitler ao poder, em 1933, até o fim da Segunda Guerra, em 1945.

Fotos e filmes 3D

Um dos pioneiros da fotografia 3D foi Heinrich Hoffman, amigo de Hitler e seu fotógrafo oficial. Espalhadas por todos os lugares da Alemanha, havia milhares de fotos do Führer (líder, condutor ou chefe, em alemão) feitas por Hoffman. Só a cruz suástica tinha maior visibilidade do que os retratos do ditador.

Otto Schönstein, editor de livros ilustrados com fotos 3D de propaganda nazista, foi outro pioneiro desses registros com imagens tridimensionais. Os livros que publicava vinham acompanhados de visor ou óculos especiais para a observação das fotos, que podiam ser vistas aos pares, para simular o efeito tridimensional. Seus filmes de cinema 3D eram projetados em sessões especiais para oficiais das Forças Armadas, autoridades alemãs e estrangeiras e visitantes ilustres.

É surpreendente que esses pioneiros tenham dominado a foto e o filme 3D, utilizando a velha tecnologia analógica dos anos 1930.

Cenas incríveis

O documentário 3D WWII combina o resgate de precioso material histórico sobre a Alemanha, a França e a Segunda Guerra com depoimentos atuais de especialistas. Tudo em 3D. Martin Morgan, historiador, que foi diretor de pesquisa do Museu Nacional da Segunda Guerra, de New Orleans, de 2000 a 2008, avalia esse precioso documentário e relembra a força da propaganda nazista comandada por Joseph Goebbels em festas que exaltavam o super-homem nazista, a mulher, o operário e o jovem.

Para estudiosos da história contemporânea, é muito importante rever imagens autênticas que mostram os bombardeios devastadores de Dresden, as cenas do Dia-D, da invasão da Normandia pelas forças aliadas, em junho de 1944, e, por fim, da libertação de Paris. Ou dos soldados alemães que operam canhões antiaéreos de 88 milímetros com precisão mortal.

Olimpíada nazista

Um momento empolgante do documentário é o das Olimpíadas de Berlim, em 1936, planejadas para exibir ao mundo o poder da nova Alemanha e a suposta superioridade da raça ariana.

Vibrei ao rever as vitórias de Jesse Owens, o atleta negro norte-americano que tanta ira despertou em Hitler ao ganhar quatro medalhas de ouro. Mesmo que o leitor já tenha visto muitos filmes ou fotos daquelas Olimpíadas, creio que nada se compara aos registros em 3D do grande evento esportivo.

Penso como seria útil se pudéssemos utilizar documentários como 3D WWII como material didático, nos cursos universitários de história ou mesmo de tecnologia audiovisual. Como cidadão do século 20, revi e refleti diante das imagens impressionantes e aterradoras dos congressos nazistas e desfiles monumentais de Nuremberg, os Reichsparteitagsgelände, que terminavam com discursos histéricos de Hitler para multidões de até 400 mil pessoas.

Uma visita à Itália

Hitler tinha grande admiração pelo Império Romano e pela cultura clássica greco-latina. Chegava a dizer que sonhava recriar uma versão moderna, nazista, do antigo Império Romano.

A viagem de uma semana que faz à Itália, no começo de maio de 1938, reforça mais essa faceta megalomaníaca de sua personalidade. Em Roma, ao lado de Mussolini, ele posa como dono do mundo nas escadarias do monumento conhecido como Altare della Patria.

Ao retornar da Itália, o Führer determina a um de seus mais famosos escultores, Josef Thorak, que faça estátuas majestosas que representem o “super-homem ariano alemão”. E Thorak faz. Em seguida, Hitler promove a anexação da Áustria, seu país natal, numa operação chamada de Anschluss (ligação ou contato, em alemão).

A partir de 1939, invade a Polônia e deflagra a guerra que vai matar 100 milhões.

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