Licença da Telebrás é oficializada

18/02/2011 2 comentários
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18 de fevereiro de 2011

A Telebrás obteve hoje oficialmente a autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para exploração do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), necessária para que a empresa possa comercializar banda larga. O ato N° 1.027, publicado no Diário Oficial da União, concede à estatal o direito de explorar esses serviços no território nacional e internacional, sem caráter de exclusividade. O prazo de validade é indeterminado.

Em nota divulgada para a imprensa, a assessoria de comunicação da Telebrás informa que processo de licenciamento das estações da rede nacional começará assim que a Anatel aprovar seu Projeto de Instalação, já encaminhado, no qual detalha as  ações necessárias para implantar a infraestrutura, como a espinha dorsal (backbone) da rede nacional de telecomunicações, assim como a sua arquitetura física e lógica.

Também estão descritos no projeto como serão iluminadas as fibras ópticas, por meio da utilização da tecnologia DWDM (Dense Wavelenght Division Multiplexing), e como ocorrerá a implantação da rede de transporte em rádio de alta velocidade para a distribuição de dados (backhaul). Traz informações, ainda, sobre a integração da rede aos pontos de troca de tráfego e a estruturação de rede IP para prestação de serviços multimídia.

"Esta é a autorização que faltava para a Telebrás legalmente começar a operar e cumprir as metas estabelecidas pelo Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). Assim que for assinado o acordo de uso da infraestrutura de fibras ópticas do Sistema Eletrobrás e da Petrobrás não haverá mais empecilhos para que comecem as instalações de campo", destacou o presidente da Telebrás, Rogério Santanna.

2 Comentários
  • antonio no dia 19/02/2011, 21:34 disse:

    eu tenho internet discada na minha casa, e me sinto humilhado, já posso ficar alegre com essa notícia?

  • Carlos U. Pozzobon no dia 21/02/2011, 16:25 disse:

    Acho que tudo não passa de uma comédia de humor negro. Quer dizer que foi descoberta uma fórmula de trazer mais operadoras para o mercado, terceirizadas por uma entidade que até há pouco tempo estava reduzida a cinzas e chamada de Telebrás? Será que não sabemos antecipadamente que os “amigos dos amigos” é que ganharão as licitações para operar a nova estatal? Parece que o mercado não quer acreditar que vai ter um novo competidor subsidiado pelo governo, sem ter pago licença, sem ter adquirido outorga e sem ser do ramo, ao que tudo indica. Me chamou a atenção que a autorização da Anatel é para prestar serviços de âmbito nacional e INTERNACIONAL. Será que esta gente está pensando em concorrer com a Embratel? Ou se estabelecer (comprando operadoras locais) nos EUA e Europa? Ou na China?

    Agora uma perguntinha a mais: como o espectro de frequências é limitado, em um leilão a Telebrás vai participar juntamente com as demais operadoras? Neste caso, ela poderá usar o dinheiro do contribuinte para dar um lance enquanto as outras operadoras terão a sua disposição somente recursos privados? Podemos admitir que tal monstruosidade se qualifique dentro das normas de equidade necessárias ao exercício da livre concorrência e dos princípios da competência empresarial? Ou não seria um “ovo da serpente” para desestabilizar o mercado privado com a criação – latu sensu – de um TRUSTE de interesses cartelizados?

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    Escritor, consultor e jornalista especializado em novas tecnologias, colunista do Estado de S. Paulo, colaborador da revista Época e comentarista da Rádio CBN.

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    Tecnologias que Mudam Nossa Vida (2007)

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