O Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil) solicitou hoje, durante audiência pública promovida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em São Paulo, que seja liberado o acesso às motivações e planilhas que fundamentaram a elaboração das regras do edital de licitação das licenças para a prestação dos serviços de quarta geração (4G) da telefonia móvel. O SindiTelebrasil entende que essas informações são fundamentais para a avaliação da viabilidade econômico-financeira do projeto.
O Sindicato sugeriu, ainda, que sejam aprofundados os debates sobre o tema entre os agentes públicos encarregados de elaborar as regras do leilão e os eventuais interessados nas licenças, entre eles prestadores de serviços de telecomunicações e investidores. Sérgio Kern, diretor do SindiTelebrasil, reforçou a posição favorável à expansão da cobertura e da utilização da banda larga no Brasil e ressaltou a expansão já realizada pelas prestadoras móveis. “Esse atendimento está além das obrigações de abrangência impostas pelo edital de licitação do 3G”, afirmou. No País, os acessos em banda larga já chegam a 58 milhões, dos quais 41 milhões pelas redes de 3G.
Kern assegurou o que o SindiTelebrasil acredita que a tecnologia Long Term Evolution (LTE), da qual a faixa de 2,5 GHz é parte, será elemento importante na estrutura de atendimento da crescente demanda de dados, mas alertou para preocupações geradas pela proposta de edital em discussão, principalmente quanto à efetividade da solução proposta.







