24 de março de 2011
por Ethevaldo Siqueira
Os conjuntos de áudio mais sofisticados que eu conheci custavam a bagatela de US$ 200 mil. Em janeiro, ouvi durante o Consumer Electronics Show, em Las Vegas, um dos mais cobiçados sistemas de áudio hi-end, ou seja, um sistema de alta fidelidade ultra-avançado e superluxuoso, cuja marca é Goldmund. Essa é uma das poucas que compete com o famoso nome MacIntosh, a válvulas.
Agora, recebo a notícia divulgada por Lisa Montgomery, do site Electronic House, de que um conjunto Goldmund, de áudio super-hi-end, especialmente montado para um milionário, Mark Rosen, custou quase US$ 1 milhão. Vou grafar por extenso para que ninguém duvide: um milhão de dólares.
Nunca havia sequer imaginado um conjunto tão caro assim. Pois é verdade, esse conjunto Goldmund foi encomendado por Mark Rosen, milionário e audiófilo apaixonado, a ponto de se dispor a pagar essa fortuna para dar aos seus ouvidos o que eles consideram ser melhor som do mundo.
Isso não apenas parece um absurdo. É o maior absurdo em matéria de áudio hi-end, que eu conheço. Mas para um audiófilo milionário talvez não seja. Lembro-me que, nos anos 1980, ele mandou instalar em seu carro um conjunto tão avançado, com 16 amplificadores esotéricos. Logo que o conjunto foi instalado, seu primeiro impulso foi trocar de carro, porque precisava de um automóvel à altura de seu sistema de som. E comprou um Porsche 928, que se tornou capa na época da Stereo Review, famosa revista especializada em som.
Mas agora não se trata de um sistema de áudio para carro e sim para a casa do milionário. Segundo a jornalista especializada Lisa Montgomery, o milionário Rosen mandou instalar o supersistema numa sala especial, no seu apartamento no terceiro andar da Trump Tower, em plena Quinta Avenida, em Nova York, com acústica especialmente projetada e estudada para o sistema Goldmund, sem nenhum outro móvel, a não ser o divã em que o milionário se senta todo final de tarde, assim que chega do trabalho, e ouve seu som celestial, enquanto toma seu vinho predileto. Mas aquele conjunto fica com tudo exposto, prés, powers, alto-falantes e cabos especiais. Numa saleta ao lado, ficam guardados seus melhores CDs, Super Audio CDs e DVD-Audios. Nenhum LP ou vinil. “Não tenho paciência de operar toca-discos analógicos”, diz Rosen.
Os componentes
O conjunto Goldmund encomendado por Mark Rosen para sua casa compõe-se de seis amplificadores Telos 2500 que alcançam, no conjunto, uma potência de 15.000 watts. O sistema é tão avançado que, além dos seis amplificadores, ele tem um Blu-ray player Eidos Reference conectado ao mais avançado pré-amplificador do planeta, o Mimesis 32 Processor, com 32 canais em formato digital de 96 kHz e 24 bits. E para fechar com chave de ouro, dois pares de caixas acústicas Epilogue 1 e 2 Serie Signature.
É claro que, para nós, mortais e pobres, o nome desses equipamentos talvez não diga muita coisa. Mas quando eu ouvi a demonstração de um sistema Goldmund um pouco mais simples, em Las Vegas, em janeiro, imediatamente concordei com Mark Rosen. Ele aplicou muito bem US$ 1 milhão de dólares. Se eu fosse milionário, também não hesitaria em pagar essa quantia por um conjunto tão avançado quanto esse sistema de componentes Goldmund.
“Agora estou plenamente satisfeito com um sistema de áudio”, proclamou o milionário. Rosen encomendou essa maravilha tecnológica ao representante da Goldmund em Nova York, Bob Visintainer, da Rhapsody Music & Cinema. Segundo Visintainer, os alto-falantes da Goldmund são projetados sob encomenda para atender ao gosto de audiófilos como Rosen.
O representante lembra que “os produtos Goldmund são feitos em gabinetes especiais de alumínio polido cujas propriedades mecânicas e acústicas eliminam frequências indesejáveis da caixa que envolve o alto-falante, o que resulta num som muito mais claro e mais preciso”.







