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    • 22/02/2012 A grande nuvem
      Internet, Opinião

      A grande nuvem

      22/02/2012

      MUNDO DIGITAL, com Ethevaldo Siqueira
      Quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

      Milton – Bom dia, Ethevaldo. Como vai?
      Ethevaldo – Bom dia, Milton; bom dia, ouvintes. Tudo ótimo.

      Milton – Ethevaldo, você acha que a computação em nuvem vai pegar?
      Ethevaldo – A nuvem é um dos temas mais interessantes e fascinantes da atualidade, Milton. Vale a pena relembrar o conceito e algumas características da computação em nuvem ou cloud computing. Ou, simplesmente, da nuvem.

      Milton – Então, explique melhor esse conceito.
      Ethevaldo – A nuvem é um tema muito mais abrangente e mais amplo do que muitos pensam, Milton. E o mais curioso, em minha opinião, é que a nuvem não é uma coisa nova. Ela, no entanto, só ganhou popularidade nos últimos três ou quatro anos.

      Milton – Quais são as características da nuvem?
      Ethevaldo – Para os especialistas, Milton, a nuvem tem cinco características essenciais:
      A primeira é o autosserviço, isto é, você a utiliza sem necessidade do auxílio ou apoio de outra pessoa ou profissional para operar o serviço.
      A segunda é o compartilhamento, quer dizer, você usa recursos que são divididos ou compartilhados com outros usuários.
      A terceira é a elasticidade.
      A quarta é o serviço medido (você paga pelo que realmente utiliza).
      E quinta característica é o acesso via rede. Quer dizer: via internet.

      Milton – Em termos práticos, para que serve a nuvem?
      Ethevaldo – A nuvem é hoje o grande armazém de conteúdos, de software e aplicativos da internet, Milton. Esse repositório pode ficar em qualquer lugar fora de nosso dispositivo, desktop, laptop, tablet ou smartphone. Por isso, ela tem mil e uma utilidades. Por exemplo: ela nos permite o acesso conveniente e confortável, de onde estivermos e na hora que quisermos, a um conjunto de recursos de computação – como redes, servidores, locais de armazenamento, aplicações e serviços. E o mais importante: ela nos permite acessar tudo com a menor e a mais simples interação.

      Milton – Não há problemas de segurança na rede?
      Ethevaldo – Há, sim, Milton. Mas, como dizia Riobaldo, personagem de Guimarães Rosa, no Grande Sertão, Veredas, “viver é perigoso”. Assim, também, no mundo digital em geral, e na internet em especial, existem perigos por toda parte. Mas há muitos meios de aumentar a segurança da nuvem, Milton. As nuvens públicas têm mais riscos do que as nuvens particulares.

      Milton – Até amanhã.

    • 21/02/2012 Coisas conectadas
      Internet, Opinião

      Coisas conectadas

      21/02/2012

      MUNDO DIGITAL, com Ethevaldo Siqueira
      Terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

      Nonato – Bom dia, Ethevaldo. Como vai?
      Ethevaldo – Bom dia, Nonato; bom dia, ouvintes. Tudo ótimo.

      Nonato – Ethevaldo, você prometeu falar hoje sobre a internet das coisas. Afinal que internet é essa?
      Ethevaldo – Como falamos ontem, Nonato, o novo protocolo da internet, o IPv6, permite a ampliação praticamente ilimitada do número de endereços dessa rede mundial. Com isso, nós poderemos dar a cada objeto ou coisa um endereço e localizá-los no mundo. Há almoxarifados de indústrias que têm centenas de milhões de itens. Cada um deles poderá ter um sensor, com o endereço e ser localizado, contabilizado, classificado, vendido, comprado ou simplesmente eliminado de nossos registros pela internet das coisas.

      Nonato – E nós poderemos usar essa internet das coisas em nossas casas?
      Ethevaldo – Poderemos, Nonato. Na sua geladeira, todos os produtos terão seus sensores e um endereço. A própria geladeira controlará a quantidade de cada produto – leite, manteiga, frutas, água mineral, cerveja – e pedirá automaticamente a reposição de cada um deles. Quem tem uma biblioteca com milhares de livros poderá classificá-los e localizá-los pela internet das coisas. Cada livro terá um microchip ou sensor, com seu endereço dentro do novo universo de endereços do IPv6.

      Nonato – E onde mais poderemos usar a internet das coisas?
      Ethevaldo – Em tudo, Nonato. Em nossas casas, a internet das coisas será muito útil para controlar todos os objetos domésticos e pessoais: roupas, CDs, DVDs, fotos, vídeos, aplicativos, conteúdos digitais de qualquer natureza. Nas empresas, tudo poderá ficar mais fácil e mais organizado. As cartas, encomendas e objetos enviados pelo correio poderão ser rastreadas pelo próprio remetente ou destinatário.

      Nonato – Quando surgiu a ideia dessa internet das coisas?
      Ethevaldo – A ideia dessa nova web nasceu no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT, e ganhou logo o nome de internet das coisas (Internet of Things ou IoT), partindo de um objetivo bem simples: criar um sistema global de registro de bens, utilizando um código de produto eletrônico como sistema de numeração.

      Nonato – Até amanhã.

  • Coluna do Estadão

    18/02/2012

    O sucessor do Hubble

    O James Webb terá o tamanho de uma quadra de tênis e vai girar em torno da Terra a uma distância de 1,5 milhão de quilômetros.

  • Blog do Estadão

    08/02/2012

    Operadora virtual para jovens

    A Virgin Mobile Brasil pretende atender ao público jovem, que tem gosto e preferência específicos.

  • Perfil

    Escritor, consultor e jornalista especializado em novas tecnologias, colunista do Estado de S. Paulo, colaborador da revista Época e comentarista da Rádio CBN.

  • Prêmios profissionais

    Comunique-se (2007) e Esso de Jornalismo (1968 e 1978)

  • Bibliografia

    Para Compreender o Mundo Digital (2008)

    Revolução Digital (2007)

    Tecnologias que Mudam Nossa Vida (2007)

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