{"id":27,"date":"2026-05-22T00:24:18","date_gmt":"2026-05-22T03:24:18","guid":{"rendered":"https:\/\/ethevaldo.com.br\/index.php\/2026\/05\/22\/mostra-de-cinema-de-sao-paulo-2020-post-9\/"},"modified":"2026-05-22T00:24:18","modified_gmt":"2026-05-22T03:24:18","slug":"mostra-de-cinema-de-sao-paulo-2020-post-9","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ethevaldo.com.br\/index.php\/2026\/05\/22\/mostra-de-cinema-de-sao-paulo-2020-post-9\/","title":{"rendered":"Mostra de Cinema de S\u00e3o Paulo 2020: post 9"},"content":{"rendered":"<p><strong>&gt;&gt;<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-13121 alignleft\" src=\"https:\/\/filmesdochico.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/O-Despertar-de-Fanny-Lye-203x300.jpg\" alt=\"\" width=\"203\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/filmesdochico.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/O-Despertar-de-Fanny-Lye-203x300.jpg 203w, https:\/\/filmesdochico.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/O-Despertar-de-Fanny-Lye-691x1024.jpg 691w, https:\/\/filmesdochico.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/O-Despertar-de-Fanny-Lye-768x1138.jpg 768w, https:\/\/filmesdochico.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/O-Despertar-de-Fanny-Lye-1037x1536.jpg 1037w, https:\/\/filmesdochico.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/O-Despertar-de-Fanny-Lye.jpg 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 203px) 100vw, 203px\" \/><strong>O Despertar de Fanny Lye<\/strong> \u2605\u2605\u2605\u2605<br \/>\n<em>Fanny Lye Deliver&#8217;d<\/em>, Thomas Clay, 2019<\/p>\n<p>Uma f\u00e1bula filos\u00f3fica sobre valores libert\u00e1rios ou um exerc\u00edcio n\u00e3o convencional de cinema de g\u00eanero. Ou ainda a releitura cr\u00edtica de um per\u00edodo e um ambiente hist\u00f3ricos em forma de fic\u00e7\u00e3o. \u201cO Despertar de Fanny Lye\u201d \u00e9 um filme que segue mais caminhos do que as defini\u00e7\u00f5es tradicionais conseguem classificar e que, inesperadamente, \u00e9 capaz de converter todas estas narrativas num mesmo modelo e num m<span class=\"text_exposed_show\">esmo discurso.<\/span><\/p>\n<p>Thomas Clay, que, al\u00e9m de dirigir, escreveu, produziu e comp\u00f4s a trilha sonora ca\u00f3tica do filme, destaca a desconstru\u00e7\u00e3o de uma personagem na Inglaterra dos anos de 1600, num per\u00edodo de fort\u00edssima influ\u00eancia religiosa, a partir da chegada de dois forasteiros \u00e0 pequena fazenda onde ela mora com o marido bruto e o filho que venera o pai. Para o diretor, aqueles estranhos representam a chegada do conhecimento para a Fanny Lye, muito bem defendida por Maxine Peake.<\/p>\n<p>\u00c9 incr\u00edvel como Clay sobrep\u00f5e o didatismo de algumas cenas e di\u00e1logos para registrar esse momento de transforma\u00e7\u00e3o de maneira muito espont\u00e2nea, como se fosse uma consequ\u00eancia inevit\u00e1vel do acesso ao pensamento filos\u00f3fico. Tudo funciona de um modo muito estranho num filme que poderia facilmente ser engolido por seu volume ca\u00f3tico de inten\u00e7\u00f5es e mecanismos, inclusive a m\u00fasica que parece estar um tom acima do que acontece nas cenas. Mas \u201cFanny Lye\u201d atravessa esses pontos de atrito, com um discurso veemente contra o fanatismo, o autoritarismo e o machismo que dominavam o pa\u00eds h\u00e1 400 anos. Embora fale sobre o um per\u00edodo t\u00e3o espec\u00edfico, este filme nunca foi t\u00e3o atual.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-13120 alignright\" src=\"https:\/\/filmesdochico.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Farewell-Amor-210x300.jpg\" alt=\"\" width=\"210\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/filmesdochico.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Farewell-Amor-210x300.jpg 210w, https:\/\/filmesdochico.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Farewell-Amor.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 210px) 100vw, 210px\" \/><strong>Farewell Amor<\/strong> \u2605\u2605\u2605<br \/>\nidem, Ekwa Misangi, 2020<\/p>\n<p>A imigra\u00e7\u00e3o \u00e9 um tema bastante recorrente entre os filmes da Mostra de Cinema de S\u00e3o Paulo de 2020. \u201cFarewell Amor\u201d vai de encontro aos outros filmes que tratam do assunto, ao construir uma observa\u00e7\u00e3o detalhada, mas cheia de carinho sobre as quest\u00f5es de seus personagens. Os protagonistas s\u00e3o uma fam\u00edlia angolana em adapta\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos. O pai j\u00e1 mora no pa\u00eds h\u00e1 17 anos e, finalmente, conseguiu trazer a companheira e a filha para junto dele. O hiato entre a \u00faltima vez que se viram e o presente provocou uma s\u00e9rie de situa\u00e7\u00f5es que criam um abismo no meio desta fam\u00edlia. A diretora Ekwa Misangi, em seu primeiro longa-metragem, reflete sobre como manter a identifica\u00e7\u00e3o com algu\u00e9m que se ama quando a falta de conviv\u00eancia foi maior do que o per\u00edodo em que se esteve junto. Mistura reflex\u00f5es sobre a situa\u00e7\u00e3o dos estrangeiros, adapta\u00e7\u00e3o, identidade cultural e forma\u00e7\u00e3o \u00e9tico-religiosa e as tradi\u00e7\u00f5es caras a cada uma daquelas pessoas. Com extrema sensibilidade, a cineasta, que estrutura seu filme em cap\u00edtulos protagonizado os por cada um dos membros da fam\u00edlia, constr\u00f3i detalhadamente todos os personagens, aplicando nuances procurando entender perspectivas as quest\u00f5es individuais. \u00c9 um esfor\u00e7o bonito, que foge do padr\u00e3o dos filmes sobre o tema, focando mais nas rela\u00e7\u00f5es interpessoais e nos la\u00e7os que conectam aqueles personagens, mas sem deixar de lado a discuss\u00e3o pol\u00edtica. Embora o desfecho pare\u00e7a algo conciliador, o caminho perseguido at\u00e9 ali foi suficiente para validar os debates.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-13119 alignleft\" src=\"https:\/\/filmesdochico.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/A-Morte-do-Cinema-214x300.jpg\" alt=\"\" width=\"214\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/filmesdochico.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/A-Morte-do-Cinema-214x300.jpg 214w, https:\/\/filmesdochico.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/A-Morte-do-Cinema.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 214px) 100vw, 214px\" \/><strong>A Morte do Cinema e do Meu Pai Tamb\u00e9m<\/strong> \u2605\u2605\u2605<br \/>\n<em>The Death of Cinema and My Father Too<\/em>, Dani Rosenberg, 2020<\/p>\n<p>Fazer cinema como uma maneira de eternizar. O filme de Dani Rosenberg utiliza o mesmo caminho de muito dos filmes contempor\u00e2neos de explorar os limites entre a fic\u00e7\u00e3o e o document\u00e1rio. Mas este processo, um tanto esquem\u00e1tico hoje em dia, ganha aqui um objetivo \u00cdntimo que ressignifica sua estrutura, lidar com o luto surgido a partir da imin\u00eancia da perda de um ente querido. O diretor encena a hist\u00f3ria de um cineasta que quer colocar seu pai, figura fascinante, controladora e espa\u00e7osa, no centro de um novo projeto num movimento que, guardadas as devidas propor\u00e7\u00f5es, encontra pontos de espelho no brasileiro \u201cOntem Havia Coisas Estranhas no C\u00e9u\u201d. A partir da representa\u00e7\u00e3o, Rosenberg documenta esse processo de investiga\u00e7\u00e3o de sua rela\u00e7\u00e3o com o pai ao mesmo tempo em que registra o mecanismo de constru\u00e7\u00e3o de um filme. Ele exp\u00f5e a imagem que faz de sua fam\u00edlia como forma de expurgo e de coment\u00e1rio afetuoso sobre o pai e sobre o cinema. O protagonismo deste aspecto, no entanto, chega num ponto que esgota a estrutura e o artif\u00edcio perde o frescor e mesmo a cativante performance de Marek Rosenbaum como o pai rabugento come\u00e7a a cansar.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-13103 alignright\" src=\"https:\/\/filmesdochico.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Nadando-Ate\u0301-o-Mar-Ficar-Azul-210x300.jpg\" alt=\"\" width=\"210\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/filmesdochico.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Nadando-Ate\u0301-o-Mar-Ficar-Azul-210x300.jpg 210w, https:\/\/filmesdochico.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Nadando-Ate\u0301-o-Mar-Ficar-Azul-717x1024.jpg 717w, https:\/\/filmesdochico.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Nadando-Ate\u0301-o-Mar-Ficar-Azul-768x1097.jpg 768w, https:\/\/filmesdochico.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Nadando-Ate\u0301-o-Mar-Ficar-Azul-1075x1536.jpg 1075w, https:\/\/filmesdochico.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Nadando-Ate\u0301-o-Mar-Ficar-Azul-1434x2048.jpg 1434w, https:\/\/filmesdochico.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Nadando-Ate\u0301-o-Mar-Ficar-Azul-scaled.jpg 1792w\" sizes=\"auto, (max-width: 210px) 100vw, 210px\" \/><strong>Nadando At\u00e9 o Mar se Tornar Azul<\/strong> \u2605\u2605\u2605<br \/>\n<em>Yi zhi you dao hai shui bian lan<\/em>, Jia Zhang-ke, 2020<\/p>\n<p>Dono de uma sensibilidade fora do comum para fazer refer\u00eancias \u00e0 situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da China sem parecer afrontar as autoridades do pa\u00eds, Jia Zhang-ke fez algumas obras-primas na fic\u00e7\u00e3o, onde suas constru\u00e7\u00f5es complexas ganham uma tradu\u00e7\u00e3o simples, mas cheias de camadas. Foi assim com \u201cEm Busca da Vida\u201d, \u201cPlataforma\u201d e \u201cO Mundo\u201d. Seus \u00faltimos longas ficcionais, no entanto, parecem mais ligados a quest\u00f5es pr\u00e1ticas, O que os aproxima de seu trabalho como documentarista. Zhang-ke lidou com muitos registros diretos em seus document\u00e1rios e \u201cNadando At\u00e9 o Mar Ficar Azul\u201d \u00e9 \u2014 e n\u00e3o \u00e9 \u2014 uma destas obras. O filme acontece a partir de um evento, um encontro que reuniu intelectuais na prov\u00edncia natal do cineasta e que ele registra, ao mesmo tempo em que acompanha diversos aspectos do cotidiano das pessoas que moram naquele lugar. De um lado a pr\u00e1tica; de outro, as ideias. O diretor tenta conectar esses dois aspectos e tecer um coment\u00e1rio sobre as \u00faltimas d\u00e9cadas da hist\u00f3ria chinesa. Sempre a partir da perspectiva de seu povo, mas ampliando a reflex\u00e3o para englobar o pensamento de escritores que entrevista ou cita. \u00c9 um document\u00e1rio formal, como boa parte dos trabalhos de n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o que Zhang-ke cria, mas mais focado em depoimentos do que seus filmes de observa\u00e7\u00e3o. Nem sempre essa mistura mant\u00e9m o interesse, mas o esfor\u00e7o do diretor para refletir sobre hist\u00f3ria pol\u00edtica e cultural do seu pa\u00eds merece uma aten\u00e7\u00e3o especial.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-13125 alignleft\" src=\"https:\/\/filmesdochico.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Uma-Noite-na-O\u0301pera-200x300.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/filmesdochico.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Uma-Noite-na-O\u0301pera-200x300.jpg 200w, https:\/\/filmesdochico.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Uma-Noite-na-O\u0301pera-683x1024.jpg 683w, https:\/\/filmesdochico.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Uma-Noite-na-O\u0301pera-768x1152.jpg 768w, https:\/\/filmesdochico.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Uma-Noite-na-O\u0301pera-1024x1536.jpg 1024w, https:\/\/filmesdochico.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Uma-Noite-na-O\u0301pera.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><strong>Uma Noite na \u00d3pera<\/strong> \u2605\u2605\u2605\u00bd<br \/>\n<em>Une Nuit \u00e0 l&#8217;Op\u00e9ra<\/em>, Sergey Loznitsa, 2020<\/p>\n<p>&#8220;Celles qui Chantent&#8221; (em franc\u00eas, \u201cAquelas que Cantam\u201d) \u00c9 o t\u00edtulo de um longa-metragem que re\u00fane quatro curtas dirigidos por diferentes cineastas. Cada um conta uma hist\u00f3ria ligada a cantoras. Dois deles est\u00e3o sendo exibidos nesta edi\u00e7\u00e3o da Mostra de Cinema de S\u00e3o Paulo: \u201cEscondida\u201c, de Jafar Panahi, j\u00e1 comentado aqui, em que o diretor procura uma menina com a voz \u201cproibida\u201d, e este \u201cUma Noite na \u00d3pera\u201d, em que o ucraniano Sergey Loznitsa re\u00fane diversas imagens de arquivo para reconstruir os bastidores de uma noite em que Maria Callas se apresentou para monarcas, autoridades e estrelas de cinema na \u00d3pera de Paris. Aten\u00e7\u00e3o especial para a palavra \u201creconstruir\u201d porque ela define o que o cineasta faz aqui. As imagens coletadas por Loznitsa foram registradas ao longo das d\u00e9cadas de 50 e 60. Muitas delas n\u00e3o foram captadas no dia em que Calles fez sua mostra\u00e7\u00e3o. O filme \u00e9 a re-constru\u00e7\u00e3o de uma mem\u00f3ria, um exerc\u00edcio de montagem, que refor\u00e7a o poder do cinema de criar qualquer discurso a partir de sua caracter\u00edstica mais essencial. O efeito \u00e9 um filme que pode ser n\u00e3o ser historicamente exato, mas cujo grande poder de representa\u00e7\u00e3o atropela a necessidade de ser preciso.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-13126 alignright\" src=\"https:\/\/filmesdochico.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Sem-Ressentimentos-212x300.jpg\" alt=\"\" width=\"212\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/filmesdochico.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Sem-Ressentimentos-212x300.jpg 212w, https:\/\/filmesdochico.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Sem-Ressentimentos.jpg 705w\" sizes=\"auto, (max-width: 212px) 100vw, 212px\" \/><strong>Sem Ressentimentos<\/strong> \u2605\u2605<br \/>\n<em>No Hard Feelings<\/em>, Isma\u00ebl El Iraki, 2020<\/p>\n<p>O fato do filme ser baseado na hist\u00f3ria real de seu pr\u00f3prio diretor n\u00e3o desculpa o descaso com os personagens, estere\u00f3tipos da cena LGBT, mergulhados em situa\u00e7\u00f5es t\u00e3o caricatas quanto eles. Embora Faraz Shariat demonstre em v\u00e1rios momentos que tem um discurso a entregar, na maioria das vezes ele fica t\u00e3o perdido entre as tentativas de representa\u00e7\u00e3o \u201cespont\u00e2nea\u201d de aspectos da vida gay que as ideias v\u00e3o sempre para segundo plano. Alguns momentos s\u00e3o mais genu\u00ednos ou conseguem algum tipo de de comunica\u00e7\u00e3o, seja pela ousadia nas cenas de sexo ou pela delicadeza do desfecho, mas s\u00e3o instantes pontuais em que Shariat tenta construir algo al\u00e9m. O filme ganhou o Teddy, pr\u00eamio para produ\u00e7\u00f5es de tem\u00e1tica LGBT no Festival de Berlim, mas a inexperi\u00eancia do diretor, bastante imaturo na condu\u00e7\u00e3o da narrativa, impede que as quest\u00f5es v\u00e3o al\u00e9m da mostra\u00e7\u00e3o. Existe uma trama ligada \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o, \u00e0 religi\u00e3o e \u00e0 cultura iranianas, e ao pr\u00f3prio coming of age dos personagens, mas \u201cSem Ressentimentos\u201c \u00e9 incapaz de desenvolver qualquer um desses aspectos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-13036 alignleft\" src=\"https:\/\/filmesdochico.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/ZANKA-CONTACT.jpeg\" alt=\"\" width=\"183\" height=\"275\" \/><strong>Zanka Contact<\/strong> \u2605\u2605<br \/>\n<em>Zanka Contact<\/em>, Isma\u00ebl El Iraki, 2020<\/p>\n<p>Khansa Batma ganhou o pr\u00eamio de mais eficiente atriz na se\u00e7\u00e3o Panorama do Festival de Veneza deste ano. Ela interpreta uma despachada trabalhadora das ruas que cruza a vida de um rock star quando seus carros se envolvem um acidente de tr\u00e2nsito. A partir da\u00ed, come\u00e7a uma hist\u00f3ria de um amor proibido que, em forma de com\u00e9dia maluca, atravessa o submundo de Casablanca encontrando todo o tipo de criminosos e marginais. A m\u00fasica tem presen\u00e7a forte no filme, o que faz sentido j\u00e1 que o diretor, em seu primeiro longa-metragem, tem uma gravadora na Fran\u00e7a e trabalha com a produ\u00e7\u00e3o de bandas. A embalagem \u00e9 sempre simp\u00e1tica, mas os personagens ficam na caricatura, nunca s\u00e3o totalmente desenvolvidos, e a vontade de fazer um sub- Tarantino no Marrocos tamb\u00e9m n\u00e3o encontra um caminho muito original. A impress\u00e3o que o filme depende tanto de suas refer\u00eancias, principalmente do cinema norte-americano, que nunca chega encontrar uma identidade pr\u00f3pria.<\/p>\n<p><strong>(+)<\/strong><\/p>\n<p><strong>Lista com todos os filmes que vi na Mostra de 2020 comentados aqui no blog<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Lista com todo os filmes da sele\u00e7\u00e3o j\u00e1 vistos no Letterboxd<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Informa\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas:<\/strong> a 44\u00aa Mostra de Cinema de S\u00e3o Paulo acontece online a partir de <strong>22 de outubro<\/strong> e vai at\u00e9 dia <strong>4 de novembro<\/strong>. As informa\u00e7\u00f5es detalhas sobre o evento e sobre cada produ\u00e7\u00e3o exibida est\u00e3o no <strong>site da Mostra<\/strong>. A maior parte dos filmes ser\u00e1 exibida na plataforma <strong>Mostra Play<\/strong>, criada para o evento. Cada filme vai custar <strong>R$ 6<\/strong> e pode ser comprado na pr\u00f3pria plataforma com os cart\u00f5es de cr\u00e9dito Visa e Mastercard. A compra \u00e9 de <strong>um filme por vez<\/strong> e ser\u00e1 liberada \u00e0 meia-noite e um <strong>do dia 21 para o dia 22<\/strong>. Quase todos os filmes j\u00e1 poder\u00e3o ser adquiridos no primeiro dia. Alguns s\u00f3 entram na segunda semana. A partir da data da compra, voc\u00ea tem 3 dias pra dar o play e, a partir do momento em que come\u00e7a a ver o filme, tem 24 horas para terminar de assisti-lo. O longa &#8220;Casa de Antiguidades&#8221; vai ser exibido exclusivamente no Belas a la Carte. A compra deste filme ser\u00e1 nesta plataforma pelo mesmo valor. N\u00e3o \u00e9 preciso ser assinante. Quinze filmes podem ser vistos gratuitamente na plataforma <strong>Sesc Digital<\/strong> e outros quinze ser\u00e3o disponibilizados tamb\u00e9m de gra\u00e7a no <strong>SP Cine Play<\/strong>.<\/p>\n<p><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content --><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&gt;&gt; O Despertar de Fanny Lye \u2605\u2605\u2605\u2605 Fanny Lye Deliver&#8217;d, Thomas Clay, 2019 Uma f\u00e1bula filos\u00f3fica sobre valores libert\u00e1rios ou um exerc\u00edcio n\u00e3o convencional de cinema de g\u00eanero. 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